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terça-feira, 16 de agosto de 2011


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GRUPO DE APOIO AO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA - FOI REALIZADO ONTEM, DIA 15 DE AGOSTO DE 2011, NO RIO DE JANEIRO.

Foi um sucesso. Os participantes puderam contar as suas experiências, falar de seus conflitos, dúvidas, vivências e contribuíram muito para que este grupo seja tão enriquecedor.
Portadores falaram dos sintomas, que podem cursar tanto na infância, como no adolescente e até no adulto.
A dra Evelyn Vinocur falou sobre as novidades do TDAH e a Psicóloga Taísa Vliese falou das funções executivas no TDAH, além de fazer uma dinâmica terapêutica no grupo. Foi sorteado um livro sobre o tema e ao final, confraternizamos com um lanche bem saboroso!!
Próximo grupo = em setembro!

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GRUPO DE APOIO AO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA - FOI REALIZADO ONTEM, DIA 15 DE AGOSTO DE 2011, NO RIO DE JANEIRO.
Foi um sucesso. Os participantes puderam contar as suas experiências, falar de seus conflitos, dúvidas, vivências e contribuíram muito para que este grupo seja tão enriquecedor.
Portadores falaram dos sintomas, que podem cursar tanto na infância, como no adolescente e até no adulto.
A dra Evelyn Vinocur falou sobre as novidades do TDAH e a Psicóloga Taísa Vliese falou das funções executivas no TDAH, além de fazer uma dinâmica terapêutica no grupo. Foi sorteado um livro sobre o tema e ao final, confraternizamos com um lanche bem saboroso!!
Próximo grupo = em setembro!

terça-feira, 20 de abril de 2010




GRUPO DE APOIO AO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA

no Rio de Janeiro,
para pais, portadores e profissionais das áreas de Saúde e Educação.
DIA: 04 de MAIO de 2010 (terça-feira)

HORA: 19:00 horas

LOCAL: Av 28 de Setembro, 389 - Sétimo Andar - Auditório. Ed. Vila Trade Center -
Vila Isabel - Rio de Janeiro

PALESTRANTE: Dra. Clisânger Ferreira Gonçalves,Procuradora de Justiça Titular da 12a Vara da Infância e Adolescência.

TEMA: O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Ato Infracional.

Ao final, será servido um lanche e sortearemos o livro do Prof. Paulo Mattos, No Mundo da Lua.

O Grupo é coordenado pela Evelyn Vinocur - Neuropsiquiatra de crianças, adolescentes e adultos e especialista em TDAH.

A sua presença é importante para nós!
Para mais informações:
21 2576-5198
Abs
Evelyn Vinocur

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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X GRUPO DE APOIO A PORTADORES E FAMILIARES DE TDAH NO RJ COM INCENTIVO À LEITURA.


No dia 03/08/09, realizamos mais um grupo de apoio a portadores, pais e familiares do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, no RJ, pela Dra Evelyn Vinocur. Tivemos, nesse dia, a presença de alguns professores, psicopedagogas e psicólogas no grupo. Próximo grupo: dia 14/ 09/ 09. Quer saber mais? tel: 021 2576-5198 ou pelo email: evelynvin@hotmail.com. Forte abraço a todos! Evelyn Vinocur.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABDA - TDAH



A DRA EVELYN VINOCUR ESTARÁ PRESENTE NO CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABDA, A SER REALIZADO NOS DIAS 31 DE JULHO E 1* DE AGOSTO DE 2009, NO HOTEL HOTON, COPACABANA.

domingo, 22 de março de 2009

AUTO-RELATO DE UMA PROFESSORA


QUAL DEVERIA SER O PAPEL DO SISTEMA EDUCACIONAL?

"Dr(a) Evelyn, infelizmente hoje meu aluno TDAH foi pego com intorpecentes dentro da escola, depois descobri que ele fez uso no ambiente interno da escola e que já teve 3 passagens pela DCA e em uma delas foi por latrocínio.A conduta da escola foi expulsão do aluno...Me senti incapaz de ajuda - ló , foi horrível...A polícia, ali, revistando ele ; e ele é claro até tentou fugir da polícia, pois estava com o tênis cheio de drogas.Estou me sentindo muito triste, queria ter feito a diferença na vida deste aluno e não consegui...Sei que agora ele ficará por aí nas ruas, com os "amigos" onde ele se sente aceito e querido e longe da escola. E me pergunto: o que o sistema educacional faz por alunos assim?


Nada...?"




Atenciosamente

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Distúrbios de Aprendizagem pode indicar doença física.


Notas baixas, falta de vontade de ir à escola, apatia, vontade de ficar na cama e não ir à aula - deve ser interpretado por pais e educadores como aquela luzinha amarela que acende no painel do nosso carro sempre que a gasolina ou o óleo está acabando...Nesses casos, torna-se urgente que se faça uma avaliação da criança com profissional especializado em transtornos que cursam com prejuizo no rendimento escolar. Epilepsia, TDAH, Transtorno Bipolar, Depressão Maior, Ansiedade de separação, entre outros, podem ser apenas alguns dos transtornos que essas crianças podem estar apresentando e que precisam de diagnóstico e tratamento precoces. O desempenho insatisfatório na escola pode estar ligado a problemas mais sérios do que a simples falta de interesse pelos livros. Existem distúrbios que podem comprometer a aprendizagem de crianças e adolescentes em idade pré-escolar e escolar. Epilepsia, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Dislexia e Depressão estão entre os transtornos mais comuns relacionados ao fracasso de jovens no colégio.
QUE É O TDAH?
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).
Fonte:
1- Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), pelo site http://www.tdah.org.br/.
2- http://www.tdahemfoco.com.br/
3- http://www.evelynvinocur.com.br/
A epilepsia é um distúrbio do cérebro que se expressa por crises epilépticas repetidas, que podem ter como causa uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose ("ovos de solitária" no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, entre outros. Fonte: Associação Brasileira de Epilepsia, pelo site www.epilepsiabrasil.org.br.Vale a pena lembrar que portadores de Epilepsia cursam muito frequentemente com sintomas de TDAH e que precisam ser tratados com o metilfenidato assim que as crises convulsivas estiverem controladas pelos medicamentos anti-convulsivantes.Definida como um distúrbio ou Transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o problema de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 10% e 15% da população mundial é disléxica. A dislexia é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico do doente.Fonte: Associação Brasileira de Dislexia, pelo site www.dislexia.org.br. É inadmissível que hoje em dia nós, especialistas em Saúde Mental da infancia e adolescencia deixe passar uma criança portadora de TDAH sem que ela receba o diagnóstivo correto.

DEZ ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A VIDA DO SEU FILHO COM TDAH


10 estratégias para melhorar a vida do seu filho:

1- quando estabelecer regras, faça-as de modo simples e específico e escreva-as em post-its em locais de fácil visão para o seu filho.
2- recompensas objetivas e que façam sentido, geralmente funcionarão melhor para o seu filho – e elas não podem ser em excesso.
3- dê feedback com freqüência, para que eles saibam como estão indo.
4- ajude seu filho a mudar de modo suave e gradativo, planejando com antecedência as atividades que virão posteriormente.
5-mantenha o senso de humor e seja paciente: com humor, você terá condições de evitar conflitos.
6- fique atento a todas as oportunidades para elogiar e fazer reforços positivos sempre que seu filho fizer algo corretamente. Mas tenha cuidado para não exagerar por conta de pequenos acertos, pois ele vai perceber, não se iluda.
7- tenha sempre em mente que você está lidando com uma condição médica que seu filho tem e não uma falha de caráter.
8- nas horas de impor disciplina, não fale muito nem seja “mole” – responda com clareza e ação apropriada.
9- espere que seu filho tenha dias bons e dias ruins.
10- lembre-se que culpar o seu filho, ou você mesma ou seu marido não vai ajudar em nada. Todos vocês estão juntos, “no mesmo barco”, e fazendo o melhor que podem.

sábado, 6 de dezembro de 2008

DEPRESSÃO NA MULHER


DEPRESSÃO NA MULHER
Você já ficou de mau humor, resmungona e chata, achando a vida “um porre” e doida pra “chutar o balde?” Fique atenta, pois você pode estar com depressão. Isso mesmo. Nem sempre a depressão aparece daquele jeito clássico, onde a pessoa fica triste, chorando, deitada na cama, sem vontade de comer e com vontade de morrer ou de se matar. A depressão pode surgir com irritabilidade, cansaço, sensação de desamparo e desmotivação. Ou através de doenças, como vaginites, gripes, herpes, gastrites, cefaléias, etc.
Mulheres de meia idade, entre 35 e 50 anos, passam por um período de alterações clínicas distintas, que pode decorrer de oscilações hormonais mais significativas, produção mais baixa dos hormônios ovarianos, irregularidades menstruais, alterações urogenitais, do sono, da memória e/ou do humor. Das perturbações do humor, de longe, é a depressão a queixa mais prevalente de mulheres em período perimenopausa, principalmente as que já manifestaram quadros depressivos ao longo da vida. A depressão é um transtorno complexo e que se manifesta, como vimos, através de sintomas físicos e psíquicos. Lembrar que a depressão e a distimia também podem cursar como uma comorbidade do TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. É sempre orientado ao especialista fazer uma triagem para o TDAH, pois no TDAH as comorbidades são a regra, e não a exceção.

A transição menopausal pode ser dividida em período perimenopausa (declínio da função ovariana até um ano após a menopausa, menopausa (término da atividade ovulatória folicular e um ano de amenorréia, ou seja, sem menstruar) e pós-menopausa (após um ano sem menstruar). Esse declínio hormonal modifica o “eixo hipotálamo-hipófise-gonadal” feminino, com baixa secreção dos estrógenos e dos níveis de progesterona também, sendo essa uma das razões porque a mulher deprime mais que o homem, numa proporção de 2:1 a favor das mulheres, é claro, que apresentam vários tipos de transtornos do humor, desde a famosa TPM, à aos episódios depressivos na gestação (20%), ou no pós-parto (15-20%), ou na menopausa ou no climatério. Para não falar dos quadros depressivos das crianças e adolescentes, cada vez mais evidentes em nossa sociedade. Na verdade, as oscilações da produção de hormônios sexuais podem alterar o humor da mulher em qualquer idade. Não raro, a depressão fica bastante agravada por fatores de ordem emocional e ou ambiental.
Mas na verdade, temos que saber que existe a possibilidade de o quadro depressivo estar “mascarando” a ocorrência de um distúrbio hormonal, que obviamente, só vai cronificar o episódio depressivo.
Fatores de risco importantes compreendem o relacionamento conjugal desgastado ou rompido, apego excessivo da mulher na criação dos filhos, histórico de depressão ou outros transtornos psiquiátricos na família, doenças clínicas, condição socioeconômica baixa, baixa escolaridade, perda precoce dos pais, entre outros. O problema pode ainda se ampliar, quando vários sintomas se sobrepõem, dificultando o diagnóstico.
Nos casos mais graves, a indicação é de que sejam usados medicamentos antidepressivos além da terapia hormonal. Se ansiedade estiver presente, deverá ser administrado um ansiolítico como coadjuvante. O tratamento exige remissão total dos sintomas. Senão, o índice de recorrência é alto, cada vez mais, a cada episódio depressivo. Mulheres que já apresentaram mais de três episódios depressivos deverão fazer tratamento com antidepressivos por tempo indeterminado, uma vez que as chances de recuperação total se reduzem a menos de 10%.
Ficar ciente e atenta aos efeitos colaterais dos antidepressivos que podem variar desde boca seca, náusea, cansaço, tremor, prisão de ventre, sonolência, tonteira, ansiedade, dor de cabeça, ganho de peso, diminuição da libido, esquecimentos, e outros, que são motivo de altas taxas de abandono e não adesão ao tratamento. A influência dos efeitos colaterais dos antidepressivos sobre a função sexual vai depender do tipo do antidepressivo usado. A bupropiona e a mirtazapina são os antidepressivos que menos causam prejuízo na libido.
Estratégias sugeridas para minimizar os efeitos colaterais dos antidepressivos sobre a função sexual incluem conhecimento do fato pela paciente, reduzir dose do antidepressivo, substituir o antidepressivo quando possível ou acrescentar “antídotos”, como a bupropiona (inibidor da dopamina, que aumenta a libido) aos inibidores da serotonina, que geralmente causam prejuízo da libido.
O risco de a bupropiona induzir disfunção sexual se assemelha à do placebo, sendo a bupropiona o antidepressivo de escolha para o tratamento da depressão em mulheres com queixas sexuais ou aquelas no climatério ou na menopausa. A disfunção sexual, própria da depressão e das alterações hormonais dessa fase não é alterada com a administração da bupropiona. Ao contrário, ela pode até beneficiar a atividade sexual além de tratar a depressão.
Sendo a bupropiona um agente dopaminérgico e noradrenérgico, vai estimular mulheres apáticas, letárgicas, obesas e com o grande diferencial de outros antidepressivos que é não causar ganho de peso. Vale ressaltar que a disfunção sexual pode ser um sintoma prodrômico da depressão tanto quanto um sintoma próprio ou inerente à depressão ou ainda um sintoma residual de um quadro depressivo. Consulte um especialista de confiança na área.
Texto extraído e modificado do livro “Sexualidade humana e seus transtornos, Abdo CHN, 2a edição, 2002, Lemos editora”, por Evelyn Vinocur.


domingo, 9 de novembro de 2008

DDA/TDAH E AUTISMO - NOVAS ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO

As pesquisas no campo dos transtornos invasivos do desenvolvimento, a exemplo da Síndrome de Asperger, são muito escassas e muito ainda precisa ser melhor compreendido nessa área.
UMA nova pesquisa do NIMH (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) busca melhores formas de tratamento para criancas portadoras de Desordens do Espectro Autístico com sintomas de TDAH. Sintomas de TDAH são comuns em criança portadoras de Transtornos do Espectro Autista, mas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) geralmente não respondem bem ao medicamento para o TDAH, o metilfenidato.
Nessa experiência de 10 semanas, Benjamin Handen, Ph.D., of the University of Pittsburgh; Tristram Smith, Ph.D., of the University of Rochester; and Michael Aman, Ph.D., of the Ohio State University, reuníram 144 criancas de 5 a 13 anos com diagnóstico de TEA e sintomas de TDAH.
As pesquisadores avaliarão segurança e eficácia dos dois tratamentos:
1- com a atomoxetina – Strattera, um medicamento não estimulante, também usado no tratamento do TDAH
2- treinamento de manejo parental (TMP) – onde os pais aprenderão a usar intervenções comportamentais (outro tratamento convencional para o TDAH) nessa população de crianças.
As pesquisas serão randomizadas e as crianças submeter-se-ão a um dos 4 tipos de tratamento :
1- atomoxetina com TMP
2- atomoxetina sem TMP
3- placebo com TMP
4- placebo sem TMP
Após o final das 10 semanas, os pesquisadores continuarão o seguimento em todos os participantes que responderem satisfatoriamente ao tratamento por 6 meses, para exame de seguranca, eficácia e tolerabilidade em tratamentos a mais longo prazo. Os achados desse estudo darão um posicionamento, um norteio para médicos e pais sobre as melhores formas de tratamento para muitas dessas crianças.

NIMH Home » Science News » 2008
Science UpdateJune 2, 2008
NIMH Funds Research to Find Best Treatments for Children with Autism and ADHD Symptoms
A new NIMH-funded study will help guide the treatment of attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) symptoms in children with autism spectrum disorders (ASD). ADHD symptoms are common in children with ASD, but children with ASD often do not respond well to stimulant medications, the conventional treatment for ADHD.

sábado, 8 de novembro de 2008

AONDE EU BOTEI MEU ÓCULOS??


Fiquei observando a minha cliente. Ela estava irritada, sem graça, começou a revirar a bolsa toda e foi tirando coisas lá de dentro e foi tirando e foi tirando... até que - UFA! Ela achou a cadernetinha de anotações onde ela escrevia todas as suas dúvidas para me falar durante a consulta. Ela dizia que a mente dela dava brancos, que ela sempre se esquecia de tudo e que por isso ela escrevia tudo. Mas infelizmente, logo em seguida, mais uma vez, ela queria achar alguma coisa e não achava... era a vez do óculos. Sem óculos ela não enxergava nada. Ela foi ficando muito irritada porque não achava o óculos, e chorou que nem criança querendo uma bala. O óculos estava na cabeça dela. Eu fiquei imóvel, vendo todo aquele sofrimento. Quando eu lhe disse que seu óculos estava em sua própria cabeça, ela chorou mais ainda, de alívio e de sofrimento, e de vergonha e humilhação. Deixou a cadernetinha no braço do sofá ao lado onde ela estava sentada e passou a falar de sua vida, que desde sempre ela foi assim, cabeça de vento, cabeça oca, cabeça de abóbora, maluca, etc. E o pior de tudo é que ela passava muitos vexames na frente dos colegas, pois até a professora se irritava com ela. Seus lápis, de tanto cair no chão, não tinham ponta, as canetas mordidas, os cadernos todos desenhados com florezinhas e um monte de manchas roxas pelo corpo, porque estabanada que nem era, batia e se machucava toda hora. Chegava atrasada a todos os compromissos, saía sempre atrasada de casa, sempre aos berros querendo saber aonde tinha deixado alguma coisa. Ela cresceu assim. Entre risos e lágrimas, entre sonhos e fracassos. Era desacreditada por todos, já tinha pego a fama de maluquinha. Foi muito difícil tratar essa paciente. Ela não conseguia ouvir. Não entendia o que eu falava. No ASRS-18, um questionário de DDA e TDAH para adolescentes e adultos, ela preencheu todos os critérios da parte de desatenção e quase todos da parte de hiperatividade e impulsividade. Na história familiar, ela me disse que a mãe era desastrada que nem ela, que gostava de fazer piadas e que não conseguia botar ordem na casa. De tanta bagunça, o pai foi embora de casa. E foi o pai que mandou a minha paciente me procurar. Porque ela mesma, de tão desatenta que era, nem se tocou que ela poderia ter um transtorno ou um problema que tivesse tratamento. Chamei o pai e expliquei a ele tudo sobre o DDA/TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Ele ficou perplexo: - Eu sabia que elas (a ex-mulher e a filha) tinham alguma coisa, que aquilo não podia ser normal !!! mas a minha paciente não gostou de receber esse diagnóstico e ficou repetindo que não tinha problema mental nenhum. E só aceitou fazer uma terapia. Remédio, nem pensar !! cheguei a fazer uma tentativa, chamei a mãe e foi uma tragédia. A mãe era agitada, dispersa, trabalho não conseguiu me ouvir e saiu dizendo que a filha era aquilo mesmo, que era mal de família... todo o meu discurso, toda a minha “psicoeducação”, tudo o que eu falei, sumiu dentro de suas mentes desatentas, inquietas e impulsivas. Hoje, quatro meses depois, a minha paciente está começando a perceber quantas coisas ela faz e fala por impulso, sem pensar e nas tantas perdas que já sofreu por conta disso... hoje, também, ela já consegue ouvir, já aceitou ler alguns folders que eu lhe dei, já acessa alguns sites e já não se irrita quando eu falo no TDAH. Hoje ela já sabe que existe um remédio super eficaz para aliviar todo aquele sofrimento. E que ela pode ficar diferente de sua mãe, mais calma, menos impulsiva, mais atenta. Hoje, ao sair da consulta, deixou o celular, que havia caído do seu colo, na poltrona. Depois voltou pra pegar e disse pra mim: “é, eu acho que eu tenho TDAH mesmo...” e foi embora pensativa.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Palestras sobre DDA/TDAH no dia 10/11/2008 as 8hs e 13hs no Instituto Benjamin Constant


PALESTRAS: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE, TDAH/DDA
DATA: 10 DE NOVEMBRO DE 2008
PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, COORDENADORES, PAIS E ALUNOS
LOCAL: INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
HORÁRIO: 8HS PARA PROFESSORES E COORDENADORES
13HS P/ PAIS E ALUNOS
ENDEREÇO: AV. PASTER 350 - URCA
PALESTRANTE - EVELYN VINOCUR

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GRUPO DE APOIO A PACIENTES PORTADORES DE TDAH E SEUS FAMILIARES EM VILA ISABEL


GRUPO DE TDAH - SEGUNDA-FEIRA DIA 03 DE NOVEMBRO DE 2008 !!


NÃO DEIXEM DE COMPARECER, POIS CADA UM DE VOCÊS É QUE FAZ O GRUPO SER UM SUCESSO. VENHA OUVIR, COMPARTILHAR, PARTICIPAR, TROCAR IDÉIAS E ENTENDER MELHOR DE UM TRANSTORNO QUE PRECISA MUITO QUE VOCÊ CONHEÇA E O DIVULGUE !!


AV. 28 DE SETEMBRO 389 AUDITÓRIO NO 7o ANDAR. DO LADO DA IGREJA UNIVERSAL, QUASE EM FRENTE A ESCOLA DE SAMBA VILA ISABEL. VENHA TOMAR UMA COCA COM A GENTE E SABOREAR UM BISCOITINHO.


AO FINAL, FAREMOS SORTEIO DO LIVRO "NO MUNDO DA LUA".


QUALQUER DÚVIDA, LIGUE PARA 7811-1629, 9989-5798 OU 2576-5198.


ATÉ SEGUNDA!



quarta-feira, 10 de setembro de 2008

TDAHemFOCO - revista eletrônica interativa sobre o DDA/TDAH/ADHD


O TDAHemFOCO é uma revista interativa, eletrônica, charmosa, elegante, colorida, harmoniosa, e elaborada por um designer que estudou em Florença. E poi lá, naquele clima majestoso e cultural que a TDAHemFOCO foi inicialmente elaborada. Eu sempre quis fazer um espaço onde o DDA com ou sem hiperatividade/impulsividade pudesse olhar e ver uma coisa diferente, que o leitor pudesse, ao "navegar" atraves da revista, sentir o carinho e os detalhes que foram usados em sua construcao. O TDAHemFOCO é um presente para o leitor. Na segunda página, voce encontra um pequeno manual explicativo do site. Nele, voce vai aprender a trocar o background = fundo, a ouvir as musicas de sua preferência, vc vai encontrar a abelhinha, que foi pra lá justamente porque o TDAHemFOCO é um ambiente doce, como um mel... e muito mais. Todos sabem que o DDA com ou sem hiperatividade adora cultura, por isso você vai encontrar páginas incríveis sobre cultura. Quer saber tudo sobre o TASCHEN? pois é, lá você vai encontrar páginas e páginas sobre essa livraria espetacular que fascina o mundo. Livros, gravuras, ... Fala um pouco da Dra. Evelyn Vinocur, TDAHemFOCOe traz até agora uns seis ou sete artigos dela, todos muito interessantes. Precisamos de um nome para a abelhinha do TDAHemFOCO, quem quer colaborar? Eu quero montar uma página de depoimentos que podem ser anônimos, mTDAHemFOCOas que retratem o sofrimento de cada um, seja do próprio portador, seja de seus familiares ou dos professores ou educadores... preciso de idéias, aceito sugestões, o TDAHemFOCO é interativo e precisa da ajuda de todos vcs!! que tal uma página com perguntas e respostas? O TDAH é uma condição que precisa ser muito bem entendida, estudada, conhecida por toda a nossa sociedade. A sociedade não faz idéia do sofrimento que é ser portador do TDAH ou ter um filho ou um marido ou um empregado com TDAH. Só quem passa pelos altos e baixos do TDAH é que tem a noção do que eu estou aqui falando...até mais, até breve!
Links importantes :
http://www.evelynvinocur.com.br/blog
http://www.evelynvinocur.com.br/
http://www.tdah.org.br/

quarta-feira, 23 de julho de 2008

MEC elabora política para alunos com tr. de aprendizagem


IncentivoMEC vai elaborar política para alunos com distúrbios de aprendizagem26/06/2008 18h24
O MEC insitutui um grupo de trabalho para elaborar políticas direcionadas à educação de estudantes com distúrbios de aprendizagem. Essa equipe terá 120 dias para apresentar propostas de diretrizes que possam orientar os professores a atender melhor alunos com transtornos, como dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Segundo a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial. A ABD define dislexia como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração.
Em relação aos alunos com déficit de atenção, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda) explica que eles apresentam sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. A discalculia causa dificuldades com operações matemáticas. O estudante com disgrafia tem problemas para escrever letras e números e aqueles com disortografia podem fazem confusões com as sílabas e trocar letras que se parecem sonoramente.
Instituído pela Portaria nº 6, de 5 de junho de 2008, o grupo é formado por especialistas do MEC, universidades, associações de pais e alunos e entidades ligadas a transtornos funcionais.Fonte: MEC