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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Videogame causa dependência

Mal afeta crianças e adolescentes, que têm sintomas iguais aos do vício em drogas. Santa Casa tem tratamento grátis

Veículo: O Dia
Seção: Ciência e Saúde
Data: 03/02/2010
Estado: RJ

Nove entre dez crianças e adolescentes são apaixonados por videogames e computadores. A brincadeira, porém, pode acabar se tornando um vício se não houver controle rígido dos pais em relação às horas passadas em frente à tela. Para detectar e tratar casos da chamada “dependência eletrônica”, a Santa Casa de Misericórdia, no Centro, abriu 50 vagas no ambulatório de Psiquiatria Infantil. O doença pode provocar grave queda no rendimento nos estudos e até evasão escolar, quando os jovens simplesmente deixam de ir à aula para jogar.

Segundo o chefe do setor, Fábio Barbirato, os sintomas se assemelham à dependência em drogas, como agressividade e ‘fissura’, entre outros. O especialista alerta que os pais devem começar a se preocupar quando a criança abandona atividades cotidianas — como se alimentar e conviver com amigos — para ficar no mundo virtual. São consideradas ‘normais’ até duas horas por dia de jogos eletrônicos e Internet para crianças e adolescentes.

Barbirato explica que outro indicativo é um comportamento agressivo prolongado — que ultrapassa a ‘birra’ — quando aparelhos eletrônicos são desligados e limites, impostos. “Em casos extremos, a criança pode pegar dinheiro escondido para ir a lan houses e até abandonar a escola para jogar. Muitos pais não sabem impor limites. Há possibilidade de este jovem se tornar um adulto com vícios em pôquer, bingo ou álcool”.

O tratamento para esses casos, diz Barbirato, é feito com consultas semanais de, aproximadamente, uma hora. O psicólogo trabalha com compensações, dando prêmios a quem conseguir ficar longe das máquinas. Os pais participam de reuniões em grupo, onde são orientados. Serão aceitos adolescentes de 12 a 16 anos, com diagnóstico do vício.

FIQUE DE OLHO

CRISE DE ABSTINÊNCIA

A criança com a dependência eletrônica fica extremamente nervosa quando os aparelhos são desligados. A irritação só acaba quando o jogo é retomado.

24 HORAS DE JOGO

A criança dependente é capaz de ficar 24 horas por dia jogando e esquece das outras atividades. O sintoma pode prejudicar o rendimento nos estudos e causar evasão escolar.

FISSURA

O termo caracteriza a necessidade de o jovem estar em contato com os jogos. Para isso, ele é capaz até de pegar dinheiro para pagar lan houses.

ACESSO A TRATAMENTO

A Santa Casa de Misericórdia vai iniciar triagem e diagnóstico dos casos em março, para a seleção dos 50 pacientes de 12 a 16 anos. Para marcar um horário, deve-se ligar a partir de hoje para 2533-0118. O hospital fica na Rua Santa Luzia, 206, Centro do Rio.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dra Evelyn Vinocur ao lado do Prof Joseph, no IV congresso da ABDA

O IV Congresso Internacional da ABDA, no Rio Othon Palace Hotel, RJ, contou com as palestras magníficas do Dr. Joseph Seargent sobre o TDAH.


sábado, 25 de julho de 2009


EFEITOS CARDIOVASCULARES EM LONGO PRAZO COM ALTAS DOSES DO METILFENIDATO OROS EM JOVENS COM TDAH

Muita controvérsia existe sobre os efeitos de altas doses do metilfenidato de liberação controlada sobre o sistema cardiovascular de jovens com TDAH. É indicado que se observe o ECG, a pressão arterial sistólica e a diastólica e a freqüência cardíaca para esses pacientes. Um estudo foi feito na Universidade de Harvard, com 114 jovens portadores de TDAH que estavam usando doses acima de 1,5 mg/kg/dia. Os parâmetros vasculares foram repetidos dentro de seis semanas e seis meses após. Os resultados obtidos foram pequenos embora significativos, sobre alterações na pressão diastólica e na freqüência cardíaca na sexta semana, porém não foram encontrados nenhum aumento até a nova checagem, seis meses após. Vemos por esse estudo que houve um pequeno e significativo aumento na pressão arterial diastólica ao longo do tempo. Interessante ressaltar que 30% desses pacientes já haviam tido elevações isoladas da pressão arterial antes de fazerem parte desse estudo e que 15% deles tiveram três atendimentos consecutivos onde foi visto aumento da pressão arterial durante o tratamento com metilfenidato oros. Não houve alterações significativas nos parâmetros do ECG durante o tratamento. Também não houve efeitos colaterais sérios durante o estudo. Podemos concluir, através desse estudo, que o tratamento com doses relativamente elevadas de metilfenidato oros foi associada a um pequeno aumento da pressão arterial diastólica e freqüência cardíaca durante as seis primeiras semanas do tratamento, sem alterações clínicas significativas no ECG. E que essas observações são consistentes com estudos anteriores usando doses mais baixas de metilfenidato.

ADAPTADO DE:
Hammerness P, Wilens T, Mick E, Spencer T, Doyle R, McCreary M, Becker J, Biederman J.
Clinical and Research Program in Pediatric Psychopharmacology, Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School, Boston, MA 02138, USA. phammerness@partners.org

sábado, 6 de junho de 2009


DRA EVELYN VINOCUR
ESTARÁ PRESENTE NO CONGRESSO DA ABENEPI 2009
A Dra Evelyn Vinocur estará participando de mais um congresso de psiquiatria e neurologia da infancia e adolescencia, em Campinas. A Dra Evelyn estará apresentando dois posteres no Congresso, sobre bipolaridade no escolar e ideação suicida em adolescente. Ela retorna no dia 14, domingo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

QUESTIONÁRIO AUTO-APLICATIVO PARA AVALIAR TRAÇOS DE BIPOLARIDADE

Você pode ser bipolar?


Responda às perguntas abaixo e descubra se você tem algum grau de bipolaridade

1. Você se considera com muitos altos e baixos de humor?
2. Precisa estar sempre fazendo algo ou buscando coisas novas?
3. Já teve vários momentos de apatia ou tristeza sem motivo aparente?

EM COMPARAÇÃO COM OUTRAS PESSOAS VOCÊ...
1. ...já ficou muito alegre e radiante ou irritável sem motivo aparente?
2. ...já teve fases com muitos planos, falando mais rápido, alto e bastante?
3. ...já se arriscou demais em alguns momentos?
4. ...já teve fases ou dias de se vestir de um jeito bem mais chamativo?
5. ...gasta mais dinheiro com prazeres, futilidades ou aparência?
6. ...apresenta mais dificuldade para manter as coisas em ordem e tende à dispersão?
7. ...já teve impulsos exagerados em relação a comida, drogas, sexo ou compras?
8. ...já teve momentos de maior confiança em que se sentiu muito especial?
9. ...muda de planos e objetivos com extrema facilidade?
10. ...demonstra instabilidade profissional ou nos relacionamentos afetivos?
11. ...tende a se magoar ou a se irritar quando alguém o critica ou desagrada?

RESULTADO:

Se você marcou de uma a três respostas "sim", é pouco provável que tenha algum grau de bipolaridade.
De quatro a sete respostas "sim", é provável que você tenha algum grau de bipolaridade.
Oito ou mais respostas "sim" indicam que é muito provável que você tenha algum grau de bipolaridade.
Reflita e, se for o caso, procure ajuda.



REVISTA SAÚDE ONLINE ABRIL 2006

TRANSTORNO BIPOLAR - as duas faces do humor

TRANSTORNO BIPOLAR - as duas faces do humor
Revista Saúde Vida
Há dias em que a euforia bate no céu. Em outros a depressão leva ao fundo do poço. A novidade sobre essa gangorra de emoções é que os cientistas confirmam a suspeita de que uma molécula presente no cérebro e no sangue pode apontar a predisposição para a doença (sim, é doença!) com boa margem de segurança. É como levar uma vida dupla. Uma hora a euforia toma conta e leva o organismo ao seu limite de excitação, até mesmo sexual. É energia que não acaba mais, a ponto de o sono tornar-se quase desnecessário. Perdese a capacidade de julgamento e a autocrítica e há quem se torne irritadiço. Para descrever esse estado de ânimo os médicos utilizam o termo mania. Ela é um dos extremos de uma doença caracterizada por uma profunda instabilidade de humor, o qual oscila entre esse estado eufórico intenso e o seu oposto, a depressão.
Para os portadores do transtorno bipolar doença que há poucos anos era conhecida como psicose maníaco-depressiva , encontrar o equilíbrio entre as duas pontas das emoções radicais é como tentar andar sobre um terreno movediço. "É o pessoal do oito ou 80", resume o psiquiatra Diogo Lara, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autor de Temperamento Forte e Bipolaridade. "Diferentemente de quem tem um humor saudável, os que sofrem desse transtorno não costumam ser previsíveis ou flexíveis nem respondem com proporcionalidade aos estímulos." Acredita- se que 1% da população mundial conviva com o tipo 1 da doença, considerado o mais grave.
Pode até parecer pouco, mas na verdade o transtorno bipolar é um tormento para muito mais gente. Estima-se que cerca de 5% das pessoas tenham instabilidades de humor em algum grau. Feitos os cálculos, os brasileiros alterados somam aproximadamente 9 milhões. Muitos deles nem sabem do próprio distúrbio. Outros, ainda pior, são tratados da maneira errada. "Nesse caso o diagnóstico costuma ser esquizofrenia ou simplesmente depressão", conta o psiquiatra Jair Soares, chefe da Divisão de Transtornos do Humor e Ansiedade da Universidade do Texas em San Antonio, nos Estados Unidos.
Sabe-se que essa é uma doença em grande parte determinada pelo histórico familiar. Uma criança que tem um dos pais com transtorno bipolar apresenta uma probabilidade de 15% a 20% de manifestar o mesmo problema. Um estudo, realizado com gêmeos idênticos, mostrou ainda que, se um deles tem a doença, o risco de o outro também vir a ser uma vítima é de 80%.
A mais recente descoberta sobre a origem do mal vem de um grupo de pesquisa do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Os cientistas andavam em busca de uma pista sobre a relação entre o transtorno bipolar e a molécula BDNF (sigla em inglês para fator neurotrófico derivado do cérebro), cuja atuação na memória já era bem conhecida. As evidências dessa ligação ficaram muito claras em seu estudo.
O trabalho mostrou que os bipolares têm menos BDNF no sangue do que as pessoas normais. "E notamos que, quanto menores os teores no sangue, maior a gravidade da doença", revela um dos autores do trabalho, o psiquiatra Flávio Kapczinski, responsável pelo Laboratório de Psiquiatria Experimental do hospital gaúcho. Como os níveis dessa molécula são ditados pela genética, a esperança é de que ela possa vir a ser um marcador da doença. O teste ainda é experimental, mas deverá se tornar rotina médica nos próximos anos.
Igual a todo distúrbio da mente humana, porém, a bipolaridade também é determinada pela maneira como lidamos com as adversidades. "Muitas vezes podese até herdar o gene que leva a uma predisposição, mas, sem um evento estressante, o transtorno não se desenvolve", afirma o psiquiatra Beny Lafer, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do grupo de pesquisa em transtorno bipolar do Hospital das Clínicas da capital paulista. "Em caso de estresse emocional ou abuso de drogas, os riscos ficam de quatro a cinco vezes maiores."
O problema geralmente dá as caras no final da adolescência e no início da vida adulta, mas a meninada menor também é alvo. Na infância, aliás, não raro ele é confundido com distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade. "Crianças diagnosticadas assim, mas que não respondem ao tratamento, podem ter na realidade o transtorno bipolar", garante Jair Soares. Descobrir a doença cedo e controlá-la o quanto antes ajuda seu portador a levar uma vida normal. É o que você verá nas páginas seguintes.
As oscilações do humor podem ser trágicas. Uma depressão prolongada, daquelas que chegam a durar meses ou mesmo anos, muitas vezes são o estopim de uma tentativa de suicídio. No outro extremo, o da mania, algumas semanas de crise são suficientes para pôr toda uma vida a perder. Relações são desfeitas e o dinheiro economizado por décadas, torrado em poucos dias. Não precisa ser assim. O.k., não há cura para o transtorno bipolar mas, como outras doenças crônicas, trata-se de um mal controlável.Em casos de bipolaridade, os remédios conhecidos como estabilizadores do humor são fundamentais para o tratamento do tipo 1 e para alguns pacientes do tipo 2, como os médicos chamam uma forma mais moderada do transtorno. Qualquer que seja o tipo, porém, o maior problema costuma ser a resistência do paciente a tomar os medicamentos. Um dos motivos está nos efeitos colaterais. O lítio, por exemplo, que ainda é uma das drogas mais usadas, pode provocar ganho de peso, tremores, aumento do apetite e retenção de líquido um sufoco que, parece, as mulheres têm ainda mais dificuldade para enfrentar. "Mesmo assim, os benefícios são muito maiores do que os efeitos colaterais", opina Beny Lafer, da USP.
No entanto, é bom que fique claro: nenhum remédio, sozinho, opera milagres. Ele pode restaurar o equilíbrio químico dentro do cérebro, mas e as emoções? Hoje, até os cartesianos mais ferrenhos já deixaram de considerar a mente e o corpo como estruturas absolutamente separadas. No caso do transtorno bipolar, diga-se, estão intimamente ligadas. E é aí que entra a psicoterapia, como peça fundamental do tratamento dos bipolares. "Aliás, não se trata de uma doença mental apenas, mas um mal sistêmico que afeta o indivíduo como um todo. Esse paciente requer uma equipe multidisciplinar", defende Flávio Kapczinski.Prova disso é que, em uma das pesquisas realizadas pela equipe de Kapczinski, descobriu-se que os pacientes bipolares têm no cérebro uma quantidade menor de enzimas antioxidantes em comparação com o resto da população. Essas substâncias são essenciais para a manutenção da saúde ao evitar mutações genéticas que podem dar início ao câncer, por exemplo. "Não é por acaso que os bipolares têm maior incidência de morte por tumores, doenças cardiovasculares e diabete", acredita o psiquiatra. "Estamos em busca de métodos que permitam aos pacientes ficar livres não só das alterações do ânimo, mas de outros danos."
Doença do corpo e da mente, a bipolaridade também pode se enquadrar em outra categoria, a de doença social. Afinal de contas, muitas vezes não é o transtorno em si o que mais preocupa os pacientes, mas a reação das outras pessoas. Em outras palavras, é preconceito mesmo. E contra isso muitas vezes o melhor antídoto é fazer parte de um grupo. "O convívio social faz parte da terapia porque o doente discute situações comuns a todos os portadores. E um ajuda o outro", conta Silvio Esteves, presidente da Stabilitas, organização que reúne cerca de 400 bipolares em Porto Alegre. Ora, se a vida é dupla e a doença é tripla, a conta só fecha porque as soluções são múltiplas.O SOBE-E-DESCE DAS EMOÇÕESAs fases eufóricas são chamadas de mania. As mais brandas, de hipomania. Podem durar de alguns dias até longos meses, assim como as fases da depressão. No gráfico abaixo, repare que, quanto mais perto do centro, mais equilibrado é o humor.
É como levar uma vida dupla. Uma hora a euforia toma conta e leva o organismo ao seu limite de excitação, até mesmo sexual. É energia que não acaba mais, a ponto de o sono tornar-se quase desnecessário. Perdese a capacidade de julgamento e a autocrítica e há quem se torne irritadiço. Para descrever esse estado de ânimo os médicos utilizam o termo mania. Ela é um dos extremos de uma doença caracterizada por uma profunda instabilidade de humor, o qual oscila entre esse estado eufórico intenso e o seu oposto, a depressão.
Para os portadores do transtorno bipolar doença que há poucos anos era conhecida como psicose maníaco-depressiva , encontrar o equilíbrio entre as duas pontas das emoções radicais é como tentar andar sobre um terreno movediço. "É o pessoal do oito ou 80", resume o psiquiatra Diogo Lara, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autor de Temperamento Forte e Bipolaridade. "Diferentemente de quem tem um humor saudável, os que sofrem desse transtorno não costumam ser previsíveis ou flexíveis nem respondem com proporcionalidade aos estímulos." Acredita- se que 1% da população mundial conviva com o tipo 1 da doença, considerado o mais grave.
Pode até parecer pouco, mas na verdade o transtorno bipolar é um tormento para muito mais gente. Estima-se que cerca de 5% das pessoas tenham instabilidades de humor em algum grau. Feitos os cálculos, os brasileiros alterados somam aproximadamente 9 milhões. Muitos deles nem sabem do próprio distúrbio. Outros, ainda pior, são tratados da maneira errada. "Nesse caso o diagnóstico costuma ser esquizofrenia ou simplesmente depressão", conta o psiquiatra Jair Soares, chefe da Divisão de Transtornos do Humor e Ansiedade da Universidade do Texas em San Antonio, nos Estados Unidos.
Sabe-se que essa é uma doença em grande parte determinada pelo histórico familiar. Uma criança que tem um dos pais com transtorno bipolar apresenta uma probabilidade de 15% a 20% de manifestar o mesmo problema. Um estudo, realizado com gêmeos idênticos, mostrou ainda que, se um deles tem a doença, o risco de o outro também vir a ser uma vítima é de 80%.
A mais recente descoberta sobre a origem do mal vem de um grupo de pesquisa do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Os cientistas andavam em busca de uma pista sobre a relação entre o transtorno bipolar e a molécula BDNF (sigla em inglês para fator neurotrófico derivado do cérebro), cuja atuação na memória já era bem conhecida. As evidências dessa ligação ficaram muito claras em seu estudo.
O SOBE-E-DESCE DAS EMOÇÕESAs fases eufóricas são chamadas de mania. As mais brandas, de hipomania. Podem durar de alguns dias até longos meses, assim como as fases da depressão. No gráfico abaixo, repare que, quanto mais perto do centro, mais equilibrado é o humor.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

DEZ ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A VIDA DO SEU FILHO COM TDAH


10 estratégias para melhorar a vida do seu filho:

1- quando estabelecer regras, faça-as de modo simples e específico e escreva-as em post-its em locais de fácil visão para o seu filho.
2- recompensas objetivas e que façam sentido, geralmente funcionarão melhor para o seu filho – e elas não podem ser em excesso.
3- dê feedback com freqüência, para que eles saibam como estão indo.
4- ajude seu filho a mudar de modo suave e gradativo, planejando com antecedência as atividades que virão posteriormente.
5-mantenha o senso de humor e seja paciente: com humor, você terá condições de evitar conflitos.
6- fique atento a todas as oportunidades para elogiar e fazer reforços positivos sempre que seu filho fizer algo corretamente. Mas tenha cuidado para não exagerar por conta de pequenos acertos, pois ele vai perceber, não se iluda.
7- tenha sempre em mente que você está lidando com uma condição médica que seu filho tem e não uma falha de caráter.
8- nas horas de impor disciplina, não fale muito nem seja “mole” – responda com clareza e ação apropriada.
9- espere que seu filho tenha dias bons e dias ruins.
10- lembre-se que culpar o seu filho, ou você mesma ou seu marido não vai ajudar em nada. Todos vocês estão juntos, “no mesmo barco”, e fazendo o melhor que podem.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O MEDO - é bom saber lidar com ele, senão pode levar à ansiedade ou depressão


O medo é um sentimento de estado de alerta demonstrado pelo receio de se fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisica quanto psicologicamente. O medo é o estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. Medo é uma informação de que há risco, ameaça ou perigo direto para o próprio ser ou para interesses correlatos.Mas em princípio, lutar pode ser uma reação positiva. Isso não quer dizer que fugir seja uma reação negativa. Tudo depende da situação. A cada situação nova e inesperada, que represente um perigo, surge o medo. E diante de uma situação de perigo, só nos restam duas alternativas: lutar ou fugir. É preciso reconhecer os próprios limites, por exemplo, sabemos que não reagir a um assalto é o melhor, pois reagir pode provocar conseqüências piores do que nada fazer.O medo, até certo ponto, portanto, nos é útil, pois é justamente devido a ele que nós nos cuidamos, evitamos lugares perigosos, enfim, prolongamos a nossa existência. Assim, sabemos que o medo é uma reação protetora e saudável do ser humano. O medo "normal" vem de estímulos reais de ameaça à vida. O medo deve estar dentro do nosso controle, para que ele não nos paralise nem nos deixe apavorados, o que poderia fazer com que muitos de nós nos colocássemos em situações de maior risco ainda.Com medo, devemos respirar fundo, devagar, sem perdermos a capacidade de raciocinar. Jamais podemos nos desesperar. Não podemos deixar de pensar racionalmente. Precisamos acreditar na nossa capacidade de julgamento e crítica, para que – mesmo com medo – enfrentemos o nosso dia a dia, sem deixar que o medo torne-se patológico, passando assim a prejudicar a nossa cognição e a nossa qualidade de vida enquanto prejudica enormemente a nossa auto-confiança e auto-estima.Depreendemos, então, que em princípio, lutar pode ser uma reação positiva. Isso não quer dizer que fugir seja uma reação negativa. Tudo depende da situação. Quando há uma situação de ameaça real a sua vida, o medo não é uma reação patológica, mas sim de proteção e autopreservação. Situações reais de perigo exigem discernimento, mas o medo irracional, sem causa real, deve ser enfrentado.É preciso lembrar que nosso inconsciente não diferencia fantasia de realidade. Se ficar pensando em todas as vezes que não conseguiu, ou ainda, que não vai dar certo mesmo, que nem adianta começar, baseando-se nas experiências anteriores negativas, sua mente irá reagir de acordo com esse pensamento, pois o medo nasce da associação que nossa mente estabelece com experiências ameaçadoras que ocorreram, sem discernir que não irão ocorrer mais. Sua mente não sabe distinguir o que é passado e presente. Realidade e fantasia. E se esse seu pensamento continua presente, sua mente irá acreditar nisso como real.Como surge o medo?Além dos perigos iminentes e reais, nossos temores podem ter aparecido de associações que fazemos ao longo da vida. Por exemplo, uma criança que teve sua casa destruída durante uma tempestade pode sentir-se ameaçada por uma tragédia toda vez que chover intensamente. Querendo ou não, sua mente fará essa relação. Ou ainda, pessoas que passaram por muitas privações quando crianças. Que não tinham o que comer, ou que tinham que "brigar" pela comida com irmãos, podem desenvolver uma tendência a comer exageradamente, como se sentissem, ainda que inconscientemente, medo de passarem fome novamente. Ou para buscarem compensar aquilo que não tiveram.Isso pode ocorrer. Nossa mente inconsciente é atemporal: não tem passado, futuro. É como se tudo estivesse sendo vivenciado no momento presente. Não há discernimento do que aconteceu, já foi e o que está ocorrendo, misturando assim passado e presente. O medo de que não vai conseguir é muito comum e acaba interferindo diretamente na auto-estima e amor-próprio, além da autoconfiança. Uma pessoa que não age por medo de não conseguir, não acredita em sua capacidade e, assim, está perdendo também a oportunidade de conseguir e de reverter todo esse quadro.Pode ainda haver o medo de aumentar mais o peso e assim ter problemas de saúde, sobrecarregar os órgãos, medo por motivos concretos e que podem estimular muitos a mudarem seus hábitos em busca de uma melhor qualidade de vida. Se você consegue ao menos pensar que pode enfrentar a situação, já é um progresso. Mas, e quando nada conseguimos fazer a não ser sentir medo? O diferencial mesmo é o que cada um busca e quer para si e sua vida.Quando alguém diz que não consegue, que vai desistir porque sabe que não irá conseguir, geralmente são pessoas que estão com a auto-estima muito baixa e amando-se muito pouco. Ou não se sentem capazes de cuidar de si mesmas. Querem fórmulas mágicas, resultados imediatos. Querem o impossível, assim fica mais fácil justificarem para si mesmas que irão desistir por medo.Procure descobrir o que o medo simboliza para você. O que ele representa. Acontece com o medo o mesmo que com outros sentimentos: quanto mais o negamos, mais poderoso ele se torna. Explore seu medo, descubra o que está por trás dele. Se tiver dificuldade em fazer isso, busque ajuda profissional. A pessoa mais prejudicada nesse processo todo é você mesma. Por isso, arregace as mangas e trabalhe contra tudo isso, sem pensar em desistir. Afinal, ou o medo te controla ou você controla ele.
Qual você prefere?


Veja só que citações interessante que existem no mundo sobre o medo:


"Tenho mais medo da mediocridade que da morte".Bob Fosse


"Evitar a felicidade com medo que ela acabe é o melhor meio de ser infeliz. Coragem é

resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo".Mark Twain


"Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar. As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança". Octavio Paz


"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz".Platão


" Não é que eu tenha medo da morte. Eu apenas não quero estar lá quando isso acontecer".Woody Allen


"O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não. O medo é a maior das doenças, porque paralisa o corpo e a mente. Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite".Clarice Lispector


"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela".Charles Chaplin"


...mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo".Luis Fernando Verissimo


"O medo me fascina".Senna, piloto Fórmula 1, em 1991


"O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação".Senna, em junho 1991


"(Quando foi perguntado se tinha medo da morte) Da morte, nunca tive medo. O que não quero é ficar aleijado. Disso sim, tenho um medo que me pelo".Nelson Piquet, piloto de Fórma 1


"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar".Shakespeare"


À medida que nos libertamos de nossos medos, nossa presença automaticamente liberta outros".Harriet Rubin, em A Princesa - Maquiavel para Mulheres


"Você ganha forças, coragem e confiança, a cada experiência em que você enfrenta o medo. Você tem que fazer exatamente aquilo que acha que não consegue.Eleanor Roosevelt


"Não tenho medo das tempestades porque sei como guiar meu navio".Luisa May Alcott


"Quando patinamos no gelo fino nossa segurança está na velocidade".Ralph Waldo Emerson


"No fundo sabemos que o outro lado de todo o medo é a liberdade".Marilyn Ferguson


"Guarde seus medos para você mesmo, mas partilhe sua inspiração com todos".Robert Louis Stevenson


"Não tenho medo do amanhã porque já vi o passado e amo o dia de hoje".William Allen White


"De todas as paixões, o medo é aquela que mais debilita o bom senso".Jean Retz

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

DEPRESSÃO NO PRE-ESCOLAR E NO ESCOLAR E ADOLESCENTE


Depressão
Os transtornos afetivos ou transtornos do humor se constituem cada vez mais em fonte de significativa de preocupação para a sociedade como um todo. Descrições médicas de transtornos de humor na literatura são encontradas na literatura desde 5000 anos atrás e vêm sendo mais bem compreendidos ao longo do tempo, graças à maior experiência clínica, estudos de genética, neuroimagem e neuropsicologia, entre outros, fazendo com que a depressão se firmasse como entidade clínica e diagnóstico médico incontestável. Entretanto, muito há que ser compreendido sobre a etiopatogenia da depressão, uma vez que ela é uma doença essencialmente humana, não havendo ainda, meios plenos dela ser compreendida fora do contexto humano (Bueno R, 2006).
É sabido que diagnosticar depressão nem sempre é uma tarefa fácil. Muito menos quando se trata de diagnosticar depressão em crianças e adolescentes. Vive-se hoje uma era globalizada, com uma pletora de meios de informação, onde o indivíduo tem muito mais acesso as informações sobre as distintas patologias médicas, se informando mais e melhor sobre os seus sintomas. Com isso, não raro, muitos pacientes ou mesmo os pais já chegam autodiagnosticados ou com o diagnóstico “pronto” do filho aos consultórios, sejam universitários ou privados. Muitos, inclusive, chegam munidos de questionários de auto-avaliação já preenchidos, que imprimem na internet ou através de revistas.
A depressão é vista como uma doença crônica na qual o indivíduo pode apresentar diversos sintomas depressivos e em diferentes graus de intensidade. Muitas vezes se inicia na infância ou adolescência, com curso prolongado, podendo eventualmente persistir por toda a vida. É sabido que a maioria dos pacientes deprimidos relata o início dos sintomas depressivos desde a infância. Por se tratar de uma patologia grave e reconhecidamente cíclica, sabe-se hoje que a depressão de início precoce necessita de cuidados o quanto antes, para que se evitem prejuízos no desenvolvimento e no funcionamento global de uma criança (Yorbik et al., 2004).

Depressão infanto-juvenil
Sabe-se que existe uma tendência natural em se pensar na infância como um período feliz, livre de preocupações ou responsabilidades, apesar das pesquisas mostrarem que as crianças também sofrem de depressão. Até o momento é consenso geral entre pesquisadores e clínicos que crianças e adolescentes podem deprimir (F I. Lee, 2007), apesar da pouca concordância que existe em relação à natureza e a estrutura dos sintomas depressivos nessa população, que costumam se apresentar de modos distintos para as diferentes faixas etárias (Birmaher et al, 2004; González-Tejeras et al., 2005), tornando o reconhecimento dos sintomas um desafio para muitos especialistas. Sentimentos de tristeza em função de perdas ou manifestações de raiva decorrentes de frustração são na maioria das vezes reações afetivas normais e passageiras e não requerem tratamento. Porém, dependendo da intensidade, persistência e presença de outros sintomas concomitantes, a tristeza e a irritabilidade podem ser indícios de quadros afetivos em crianças e adolescentes. Sintomas disfóricos do dia-a-dia não apresentam conotação psiquiátrica e ocorrem como uma resposta afetiva aos eventos cotidianos, com quadros breves e que não comprometem as condutas adaptativas das crianças (Fu- I L, 2007).
Estudos mostram que a síndrome depressiva pode variar em função do funcionamento cognitivo, habilidade social e grau de desenvolvimento biológico de cada criança que, por sua vez, apresenta dificuldades para nomear, reconhecer e demonstrar seus próprios sentimentos (Weiss e Garber, 2003; González-Tejeras et al., 2005; Luby et al., 2006).
Sabemos hoje que a idade de uma criança e o grau de desenvolvimento psíquico exercem papel importante nos sintomas e manifestações clínicas da depressão (Weller EB 1992; Castel S, 1997). Assim, nos primeiros anos de vida, onde ainda não há a aquisição plena da linguagem verbal, devemos estar atentos à expressão facial e à postura da criança, já que nesse período ela pode não ter condições de relatar seus próprios sentimentos e emoções.
O lactente pode evidenciar retraimento social, desânimo e desinteresse em atividades de lazer, bem como apatia, inapetência e pouca resposta a estímulos sensoriais, como por exemplo, o abraço (Luby et al., 2003). Mas ele pode ser do tipo que chora muito e que é difícil de ser consolado, ou ainda aquela criança nitidamente irritada, agressiva e inquieta, com alternâncias do humor, desde tristeza profunda a momentos de descontrole e raiva, com as chamadas “tempestades afetivas”. No primeiro ano de vida, a perda de habilidades já adquiridas, como regressão da linguagem, ecolalia e enurese, é freqüente. Dos dois aos cinco anos, é comum a dependência excessiva, com ansiedade de separação, pouco controle dos impulsos, irritabilidade ou instabilidade emocional. A partir dos três aos quatro anos, as crianças devem ser entrevistadas face a face, para que se possa obter, com as informações fornecidas pelos pais, um histórico completo e uma definição de diagnóstico confiável (Fu- I, 1996).
Crianças até seis anos, na pré-escola, quando deprimidas, não raro estão com o peso abaixo da média para a idade e apresentam a fisionomia triste ou de seriedade, irritação, inapetência, agitação psicomotora ou hiperatividade, insônia com ansiedade, balanceios, estereotipias e agressividade contra si mesmo ou contra terceiros (Fu–I et al., 2000). Podem manifestar cansaço intenso com falta de energia, anedonia, com perda do prazer e do interesse em atividades que antes gostava e até para brincar (Luby et al., 2006) . Comumente queixam-se de sentimento de tédio e de que nada presta e tudo é chato. Queixas somáticas vagas e inespecíficas como dor de cabeça, dor muscular e ou abdominal são freqüentes e correspondem a sentimentos de angústia e sofrimento emocional (Luby et al., 2003).
Na idade escolar, as crianças deprimidas, além de aparentarem tristeza, se mostram irritadas e emocionalmente instáveis. Podem manifestar indiferença afetiva, e não ter reação a estímulos, seja eles positivos ou negativos. É comum a anedonia com isolamento social e familiar voluntários. Sintomas clássicos da depressão como lentidão de movimentos, voz lenta, monótona e monocórdica, e a expressão de sentimentos de desesperança e sofrimento emocional são mais comuns nessa idade, mas é importante ressaltar que agitação psicomotora, hiperatividade e pouco controle dos impulsos também são sintomas freqüentes nessas crianças, fato que pode confundir o diagnóstico quando feito por especialista não experiente no assunto. O aumento da distraibilidade e a dificuldade de memorização são comuns e levam a uma piora do desempenho escolar.
Kovacs et al.(2003) dão ênfase à investigação de disforia, que é a anedonia associada a mudança de humor, em desproporção ao estímulo, para o diagnóstico de depressão maior em crianças de idade escolar. A perturbação de crianças frente a estímulos e a hiper-reatividade hostil e agressiva nem sempre são valorizadas como sendo a expressão de um sofrimento, nessas crianças.
Segundo Lee Fu-I, em crianças e adolescentes, as súbitas mudanças de comportamento não justificadas por fatores de estresse são de extrema importância e devem sempre ser valorizadas e investigadas como sendo sintomas potencialmente depressivos. A irritabilidade é um sintoma freqüente, embora pouco específico na psiquiatria da infância, podendo ser visto em crianças normais, mas é um sintoma realmente comum entre crianças e adolescentes deprimidos. (Fu-I et al., 2000). A irritabilidade torna-se patológica quando qualquer estímulo é sentido como perturbador e a criança ou adolescente apresenta hiper-reatividade de característica desagradável, hostil e eventualmente agressiva (Dalgalarrondo P, 2000). Alterações do humor com forte componente de irritação, amargura, desgosto ou agressividade se constituem em quadros disfóricos que podem estar presentes nos transtornos afetivos. Provavelmente, por conta de estarem em desenvolvimento, as crianças não tem capacidade par compreender o que acontece internamente e, com freqüência, apresentam comportamento agressivo (Curatolo, 1999). Portanto, é fundamental que crianças e adolescentes que apresentem mudanças súbitas de comportamento e não justificadas por fatores de estresse não passe pelo especialista sem que o mesmo pense na possibilidade de depressão. Em Psiquiatria da Infância e Adolescência é comum que crianças com alterações do humor do tipo disfórico, antes adequadas e adaptadas socialmente possam passar a apresentar condutas irritáveis, destrutivas e agressivas, com violação de regras sociais anteriormente aceitas, como parte do quadro depressivo.
Lamentavelmente, o que se vê na prática diária é o predomínio de reações defensivas e hostis por parte dos familiares, educadores e outros profissionais da área de saúde, que, ignorantes da situação, acabam interpretando a irritabilidade da criança de modo errôneo e simplista, na maioria das vezes.
É sabido que crianças deprimidas geralmente têm auto-estima baixa e que falam de si mesmas de modo negativo, se achando ruins, tontas e se sentindo fracassadas e preteridas pela família, muitas vezes com a certeza de que ninguém se preocupa com elas. A culpa pode ser entendida pela fala de que tudo está errado por causa da sua existência ou na de que ela deve ser punida ou que seria melhor morrer (Mesquita e Gilliam, 1994). A relação entre o apetite e o peso na depressão pode variar, desde perda de peso até o seu ganho, muitas vezes chegando a graus importantes de obesidade. Igualmente, queixas de pesadelos ou de despertares noturnos são freqüentes, bem como insônias acompanhadas de ansiedade ou rituais noturnos. O aumento da distraibilidade e a dificuldade de memorização são comuns e levam a um comprometimento do desenvolvimento escolar, podendo confundir a depressão com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (Yorbik et al., 2004; González-Tejeras et al., 2005), transtorno comum em crianças e adolescentes, cujos sintomas cardinais são a desatenção, hiperatividade e impulsividade, com promoção de piora no rendimento escolar.
Os adolescentes deprimidos relatam claramente sentimentos depressivos como a desesperança e a dificuldade de concentração e freqüentemente se mostram irritados e hostis. A desesperança, descrença e a sensação de que as coisas jamais mudarão podem levá-los a tentar o suicídio. Aumento ou diminuição do peso, apetite e da quantidade de sono podem variar, bem como é visto graus variados de falta de energia e desinteresse pelas atividades antes prazerosas. Isolamento social voluntário, hipersensibilidade ao fracasso, rejeição e frustração , bem como a falta de perspectivas e expectativas de futuro também são freqüentes. Igualmente, o uso e abuso de substâncias psicoativas é comumente observado nesses casos e pode estar relacionado a “autotratamento ou automedicação”, para o alívio da dor causada pela depressão (González-Tejeras et al., 2005).
Pensamentos de suicídio, vontade de morrer ou planejar a própria morte são encontrados em todas as idades, mudando apenas os graus de intensidade e freqüência, sendo menos freqüente em crianças e mais comum nos adolescentes e devem ser abordados sempre e em qualquer idade (Liu et al., 2006).
Utiliza-se os mesmos critérios diagnósticos para criança, adolescentes e adultos. Entretanto, o reconhecimento e diagnóstico de depressão são mais difíceis na Infância e Adolescência, principalmente porque eles podem ter dificuldade em reconhecer e nomear seus próprios sentimentos.
Cumpre ressaltar que cerca da metade dos casos de transtornos afetivos têm um outro diagnóstico psiquiátrico em comorbidade, como por exemplo, algum tipo de transtorno de ansiedade. A associação desses dois transtornos é tão grande que sintomas de ansiedade na infância podem ser sinal preditivo mais eficiente par depressão do que para transtornos de ansiedade (Birmaher B, 1997).
Cumpre lembrar que adolescentes do sexo feminino têm maior risco de desenvolver depressão do que os do sexo masculino. Em casos de depressão na infância, observa-se história familiar de depressão com início precoce. Estressores psicossociais, presença simultânea de outros transtornos psiquiátricos ou doença crônicas são fatores doença risco para desenvolvimento de depressão em crianças e adolescentes.

Conclusão

Os transtornos afetivos podem ocorre na Infância e Adolescência. o diagnóstico e o tratamento precoces podem mudar o futuro de uma criança, evitando prejuízos ao desenvolvimento e favorecendo a elaboração de vivencias relacionadas aos transtornos afetivos.