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quinta-feira, 30 de julho de 2009

CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABDA - TDAH



A DRA EVELYN VINOCUR ESTARÁ PRESENTE NO CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABDA, A SER REALIZADO NOS DIAS 31 DE JULHO E 1* DE AGOSTO DE 2009, NO HOTEL HOTON, COPACABANA.

domingo, 12 de julho de 2009



IV CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABDA


(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO)






DIA = 31 de Agosto e 1 de Setembro de 2009



A Dra Evelyn Vinocur participará do quarto congresso internacional sobre o transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, que acontecerá no Hotel Rio Othon e contará com a presença de ilustres especialistas internacionais.

domingo, 24 de maio de 2009

DISTÚRBIO RESPIRATÓRIO É COMUM NO TDAH E PODE PASSAR DESPERCEBIDO.
Criança com TDAH respira mal quando dorme.
O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária. O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares. Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado. Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos à problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros. Problemas dos sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos. Alem disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório.O uso da telerradiografia em norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp – SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos. Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois. Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechar em direção da garganta. a adenóide, as amígdalas e os maxilares. Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo. Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração. Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH. Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.

sábado, 23 de maio de 2009

O papel do Educador com o aluno que apresenta dificuldades escolares.

Falta de interesse nas aulas, dificuldades de ler, escrever e soletrar. Professores devem estar atentos ao comportamento dos alunos e perceber os diferentes graus de aprendizagem. Os sintomas podem ser de dislexia, distúrbio ou transtorno do processamento fonológico que compromete a leitura e que afeta de 10 a 15% a população mundial, de acordo com informações da Associação Brasileira de Dislexia (ABD). Confundidos frequentemente com má alfabetização, TDAH, preguiça, agitação ou falta de força de vontade, seus sintomas passam muitas vezes despercebidos nas salas de aula. A falta de atenção e o pouco interesse pelas aulas devem ser percebidos pelos professores. Mas também não devemos generalizar as dificuldades. Nem todo aluno que tem problemas com a leitura tem dislexia. Um diagnóstico correto requer uma equipe multidisciplinar, envolvendo psicopedagogo, fonoaudiólogo, psiquiatra infantil e da adolescência, psicólogo, oftamologista e otorrinolaringologista (para avaliação audiométrica). Devido ao professor estar com o aluno por um longo período a cada dia, cabe a ele o papel de discutir com a coordenação e os pais as dificuldades do aluno, encaminhando-o ao psicopedagogo e aos demais profissionais. Identificar o transtorno e fazer o encaminhamento para equipe multiprofissional habilitada é o passo inicial e fundamental para que esse aluno desde cedo não se sinta um fracassado, um impotente, um burro ou alguém que não quer nada com a vida. Infelizmente, toda semana recebo crianças trazidas por pais irritados, cansados e desesperados, sem mais saber o que fazer com o filho, que segundo eles, não têm mais do a obrigação de estudar e tirar boas notas, já que não fazem mais nada da vida. Vejo muitas famílias culpando o sistema educacional e quando entro em contato com a escola vejo que muitas delas também não estão preparadas para lidar com o aluno com problemas e nem com pais ansiosos e muitas vezes hostis. O TDAH ocorre em comorbidade com a dislexia em alguns casos. Após extensa avaliação e início do tratamento com a fonoaudióloga, se ainda persistirem os sintomas do TDAH, está indicado o tratamento com o metilfenidato, que comprovadamente auxilia na velocidade das palavras lidas em alunos disléxicos, além de ajudar nos sintomas cardinais do TDAH, caso haja a presença de comorbidade. Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, melhor para os pais, escola e a própria criança. Não raro é na sala de sala que se percebe o estudante com dificuldades de aprendizagem e o professor deve acompanhá-lo para detectar se os sintomas possam ser os da dislexia ou devido a outro problema. Freqüentemente recebo crianças e adolescentes que chegam até o ensino médio sem receber um diagnóstico preciso e tratamento adequado, o que compromete significativamente o aprendizado e a vida pessoal do aluno em todos os setores, agravando muito o seu prognóstico.

domingo, 22 de março de 2009

AUTO-RELATO DE UMA PROFESSORA


QUAL DEVERIA SER O PAPEL DO SISTEMA EDUCACIONAL?

"Dr(a) Evelyn, infelizmente hoje meu aluno TDAH foi pego com intorpecentes dentro da escola, depois descobri que ele fez uso no ambiente interno da escola e que já teve 3 passagens pela DCA e em uma delas foi por latrocínio.A conduta da escola foi expulsão do aluno...Me senti incapaz de ajuda - ló , foi horrível...A polícia, ali, revistando ele ; e ele é claro até tentou fugir da polícia, pois estava com o tênis cheio de drogas.Estou me sentindo muito triste, queria ter feito a diferença na vida deste aluno e não consegui...Sei que agora ele ficará por aí nas ruas, com os "amigos" onde ele se sente aceito e querido e longe da escola. E me pergunto: o que o sistema educacional faz por alunos assim?


Nada...?"




Atenciosamente

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

domingo, 7 de dezembro de 2008

TDAH - na escola, na família, habilidades sociais e tratamento


TDAH
A BANALIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO
Muita gente fica dizendo por aí que é hiperativo. Cuidado! Na verdade, o TDAH corresponde a apenas cerca de 5% da população mundial. É importante consultar um especialista antes de fazer um diagnóstico, pois o problema pode ser outro.
QUEM PERCEBE?
Normalmente, a professora tem mais facilidade para notar uma criança quando essa se destaca dos seus pares. Afinal, ela passa muitas horas do dia com um grupo de crianças iguais em termos de idade e condição intelectiva e fica fácil para ela identificar uma ou duas, dentro da sala, que saem muito do comportamento esperado em aula. Assim, cabe as professoras a responsabilidade de avisar a coordenação da escola para que essa se encarregue de chamar os pais e solicitar uma avaliação para a criança.
SINTOMAS
Geralmente, crianças portadoras de TDAH apresentam dificuldades em manter a atenção em um mesmo foco por um certo tempo, são inquietas, não conseguindo ficar paradas na carteira, se mexem o tempo todo, atrapalhando o ritmo da aula. Não raro são impulsivas, têm dificuldade para esperar a vez e tudo isso junto acaba se tornando um fator de exclusão pelos colegas. Podem ser sensíveis, muito sinceros e se envolverem em confusão constante com os colegas, ficando impopulares no grupo. Não costumam ter habilidades na parte social, o que dificulta ainda mais a manutenção das amizades. Têm muita dificuldade em seguir regras, aceitar limites, e é muito importante sabermos diferenciar se a criança não consegue mesmo submeter-se a regras ou se ela simplesmente não tem vontade em acatá-las, condição que é comum em outros transtornos que não o TDAH. Vale ressaltar que o TDAH pode cursar com outros transtornos de comportamento, dificultando o diagnóstico do caso.
DIVULGAR FAZ A DIFERENÇA
Infelizmente, ainda é muito grande a falta de conhecimento sobre os transtornos mentais na infância e adolescência e como eles se comportam e como podem evoluir ao longo da vida. Muita gente ainda pensa que criança não sofre e muito menos que tem problema emocional. Lamentavelmente, muitos profissionais das área de Saúde e Educação desconhecem a complexidade das implicações de um diagnóstico errado e podem acabar generalizando e colocando as crianças dentro de um espectro restrito, como se toda criança hiperativa ou desatenta fosse TDAH e ponto.
TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR
Ainda nos dias de hoje, muitos pais deixam seus filhos fazendo tratamento com um só profissional, ainda que não vejam resultados satisfatórios. Lembrar que um profissional sozinho não consegue tratar de uma criança. É indispensável que o tratamento seja feito com vários profissionais diferenciados e especializados em Saúde Mental da Infância e Adolescência. Psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicomotricista, terapeuta de família e outros são fundamentais para o tratamento da maioria das crianças. Vemos com freqüência situações de perda de tempo e desgaste, anos a fio sem resultado e famílias ressentidas, frustradas, desgastadas e com raiva por todo um investimento emocional e financeiro sem retorno. Em outras palavras, sempre é importante que a criança seja avaliada por mais de um profissional especializado.
ÉTICA
Muitos profissionais são honestos e éticos. Sabem dos seus limites. Cada profissional representa uma parte do contexto. Tratar uma criança representa consciência e responsabilidade. Isso é a ética profissional. A todo o instante, a ciência evolui no campo da Saúde mental da infância e adolescência, cabendo aos profissionais participarem de simpósios, palestras, congressos, grupos de estudo, etc., sempre se atualizando, pois esse domínio está em franca expansão e a cada dia surgem novas pesquisas e técnicas mais eficazes para o manejo dessas crianças. Infelizmente, ainda vemos alguns profissionais tentando – sozinho – suprir todas as demandas de transtornos que necessitam de tratamentos com profissionais de diferentes áreas de atuação.
A CRIANÇA PRECISA DE SUPORTE
Crianças com TDAH apresentam, geralmente, fraco desempenho escolar, dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade, com grande dificuldade na realização de tarefas. Ao contrário do que muitos pensam, o TDAH não é um transtorno de aprendizagem, podendo cursar com dificuldades no aprendizado. Também não é real o que muitos pensam que crianças com TDAH são gênios, na verdade, são crianças normais, com níveis normais de inteligência. Algumas crianças podem se dar bem nas provas, não sendo necessário a presença de notas baixas. Os portadores de TDAH podem estudar na véspera, xerocar cadernos de colegas e tirar boas notas. Principalmente as crianças que gostam de estudar. Os portadores de TDAH fazem muito bem aquilo que gostam. Nunca banalize ou desconsidere os motivos caso seu filho for expulso ou repreendido várias vezes em sala de aula. Procure saber o que se passa e leve seu filho para ser avaliado por um especialista. Providencie o que for necessário para que ele desenvolva seus pontos fracos. Nada ocorre por acaso. É comum ouvirmos pais dizerem que os filhos não dão para os estudos, mas na verdade, qual é a criança que quando não consegue aprender, vai gostar de estudar? Reflita sobre isso com carinho.
HABILIDADE SOCIAL BAIXA
O comportamento agressivo, impulsivo e a pouca habilidade social podem resultar em baixa aceitação pelos colegas, professores e familiares. Geralmente eles se tornam impopulares dentro do grupo, ficando isolados e sentindo-se abandonados e fracassados, sem entendimento do que está se passando. Por isso a criança precisa muito de ajuda. A falta de habilidade social pode também resultar em comportamentos evitativos ou de fobia social, resultando em comportamentos de esquiva em situações onde ele tem que ser avaliado, falar em público, abordar uma garota entre outras. Atividades de teatro, dramatização, leitura em voz alta, acolhimento e atenção, elogios e integração da criança dentro do grupo vai facilitar muito a vida da criança. Técnicas específicas de treinamento em habilidades sociais são imprescindíveis, tais como aprender a ouvir os outros, como fazer novas amizades, como iniciar e manter novas conversas, aprender a compartilhar, agradecer, se desculpar, oferecer ajuda, elogiar e aceitar elogios, trabalhar cooperativamente, compreender como o seu comportamento afeta os outros, ter empatia, etc.
ABANDONO
Se a criança for deixada de lado, rejeitada e desacreditada, o clima vai favorecer o crescimento do estigma social e preconceito. E “criança quando pega fama, deita e rola na cama”, como diz o ditado popular. Ainda mais que muitas delas, portadoras de TDAH, são mais imaturas, pois o TDAH cursa com imaturidade do sistema nervoso centra de mais ou menos três anos em relação as crianças sem TDAH, e geralmente elas acabam se tornando os “bobos da turma”, “os peles”, etc. e tudo isso favorece o seu distanciamento e desajuste na turma. Crianças com TDAH podem agredir as crianças sem o transtorno nos vários ambientes, escola, casa, rua, etc., por não dar conta de lidar com sentimentos negativos e destrutivos que acabam surgindo dentro delas e como são impulsivas, partem para a ação, falando e agindo sem pensar. Elas relatam sentimento profundo de fracasso precoce e muitas não entendem o motivo de não conseguirem ser como a maioria dos colegas, gerando auto-estima muito baixa e não raro, quadros depressivos e ou ansiosos. As comparações são feitas de modo muito sofrido por essas crianças, que se vêem rejeitadas enquanto outras são abraçadas, queridas e bem sucedidas. Um erro muito freqüente observado em nossa prática diária é o falso entendimento por parte de alguns pais que ao acharem que os filhos - por não aprenderem - nunca terão bom desempenho acadêmico e profissional e acabam por inseri-los precocemente no mercado de trabalho, mesmo que sem preparo e orientação para tal. Pesquisam mostram altas taxas de repetências e evasão escolar em portadores de TDAH.
RESULTADOS
O TDAH é 90% um transtorno genético e dimensional, podendo ir de casos leves à graves. Por isso, modere a expectativa. O certo é que, com o tratamento adequado, a criança vai ter grande melhora em todos os segmentos de vida.
PAPEL DA ESCOLA
A escola pode contribuir muito ao criar as suas estratégias pedagógicas. Manter rotinas em sala, constantes e previsíveis, estruturar regras claramente definidas e estabelecer limites ao comportamento, são alguns dos manejos importantes para o melhor desempenho do aluno. A criança com TDAH necessita de um nível mais alto de estimulação para funcionar melhor. É necessário envolvê-la em discussões, insistindo para que ela dê suas opiniões sobre os pactos e regras combinados. Dar funções especiais e destaques em sala de aula são recursos importantes. Distribuir papéis, apagar o quadro, transformá-la em ajudante de alguma coisa etc. Um sistema de sinais secretos, em que se avisa a criança quando ela ameaça extrapolar os limites, favorece o aluno e fortalece o vínculo relacional, evitando expor a criança mais uma vez ao grupo e à banalização das punições.
TRATAMENTO
A escola deve avaliar a eficácia do tratamento diretamente com os profissionais e exigir que os familiares levem a criança para se tratar. Essas crianças devem ser encaminhadas inicialmente ao psiquiatra infantil, independente de ser escolas públicas ou privadas, pois no SUS, em diversos centros de saúde mental, encontra-se atenção a esses casos. No mundo atual, com tantos recursos tecnológicos e psicofarmacológicos, é inconcebível que uma criança, cujo comportamento em interação influencie negativamente toda uma turma, fique sem atenção psiquiátrica e medicamentosa, quando necessário. É de suma importância ainda o acompanhamento psicoterápico. Ressaltar que os profissionais precisam ser especialistas em saúde mental da infância e adolescência.
Algumas escolas trabalham em parceria com Núcleos de Saúde Mental da Infância e Adolescência, ou seja, são escolas que trabalham vinculadas a uma Equipe de profissionais competente no assunto. Essa estratégia de parceria mostra redução significativa nas taxas de repetência e de evasão escolar pois todos os problemas que ocorrem são rapidamente resolvidos dentro da Equipe de confiança da Escola, onde todos interagem em prol da criança e de seus familiares, que também são atendidos e acolhidos pela Equipe de Saúde Mental parceira. A escola, então, de posse do retorno desse profissional in loco, tomará as decisões cabíveis em cada situação. Isso tonifica os métodos disciplinares, tornando as regras mais fortalecidas e longe da vala da banalização.
CONCLUSÃO
Medidas complexas para casos complexos são a única maneira de dar a atenção necessária e assim acabar de vez com o paradigma de problema insolúveis. Frente a esse desafio, propomos um novo modelo de atendimento, baseado numa parceria escola – família - equipe especializada em saúde mental da infância e adolescência. Não é novidade que cada vez mais as escolas precisam estar capacitadas e competentes para receberem esses alunos. Os pais procuram, insistentemente, as escolas que tenham recursos adequados para o desenvolvimento global dessas crianças. Este é o modelo da melhor Escola.
CIESC – CENTRO INTEGRADO DO ESTUDO DO COMPORTAMENTO
tel: (021) 2576-5198
DRA EVELYN VINOCUR






sexta-feira, 31 de outubro de 2008



III GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO 'A LEITURA.

NESSA SEGUNDA-FEIRA, DIA 03/11/2008, AS 18HS, NO SETIMO ANDAR, AUDITÓRIO, NA AV. 28 DE SETEMBRO, NÚMERO 389.

DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.

Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo.

EVELYN VINOCUR

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GRUPO DE APOIO A PACIENTES PORTADORES DE TDAH E SEUS FAMILIARES EM VILA ISABEL


GRUPO DE TDAH - SEGUNDA-FEIRA DIA 03 DE NOVEMBRO DE 2008 !!


NÃO DEIXEM DE COMPARECER, POIS CADA UM DE VOCÊS É QUE FAZ O GRUPO SER UM SUCESSO. VENHA OUVIR, COMPARTILHAR, PARTICIPAR, TROCAR IDÉIAS E ENTENDER MELHOR DE UM TRANSTORNO QUE PRECISA MUITO QUE VOCÊ CONHEÇA E O DIVULGUE !!


AV. 28 DE SETEMBRO 389 AUDITÓRIO NO 7o ANDAR. DO LADO DA IGREJA UNIVERSAL, QUASE EM FRENTE A ESCOLA DE SAMBA VILA ISABEL. VENHA TOMAR UMA COCA COM A GENTE E SABOREAR UM BISCOITINHO.


AO FINAL, FAREMOS SORTEIO DO LIVRO "NO MUNDO DA LUA".


QUALQUER DÚVIDA, LIGUE PARA 7811-1629, 9989-5798 OU 2576-5198.


ATÉ SEGUNDA!



METILFENIDATO, padrão ouro para o tratamento do TDA, TDAH


Infelizmente, o DDA ou TDA ou TDAH ainda é pouco conhecido na população em geral. Prova disso é a reformulação contínua que o transtorno vem sofrendo há décadas. Já foi chamado de Transtorno no Defeito Moral, Lesão Cerebral Mínima, Disfunção Cerebral Mínima, Hiperatividade, Transtorno de Déficit de Atenção com e sem hiperatividade etc. Atualmente, é conhecido como TDAH = Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O TDAH é o transtorno mental crônico mais frequente em crianças sendo o problema mais encontrado nos ambulatórios especializados em saúde mental da infância e adolescência. O TDAH é muito frequentemente diagnosticado em algum parente da criança, ou seja, é muito comum que o pai ou a mãe "se veja" apresentando os sintomas do TDAH durante a coleta da história da criança. É muito comum também que um ou mais irmãos apresentem o problema. Por isso o especialista precisa estar atento na hora de colher a história familar daquela criança. O TDAH é um transtorno super bem estudado em todo o mundo, tendo inúmeros trabalhos comprovadamente científicos em todo o mundo. Estudos de acompanhamento mostram que o TDAH é um transtorno que começa na infância ou até início da adolescência e que costuma evoluir com impacto adverso na vida do sujeito, causando sérios comprometimentos na qualidade de vida em quase todas os seus setores. Mas o bom profissional sabe muito bem que os sintomas nucleares do TDAH são muito comuns na população como um todo. Afinal, quantos de nós já não ficamos desatentos, inquietos, e agimos por impulso? É importante que o profissional conheça muito bem as caracterísricas de cada etapa do desenvolvimento infantil, afinal, os pré-escolares principalmente, são ativos, levados, e isso não quer dizer que eles tenham o TDAH! Muitas vezes o TDAH é um diagnóstico de exclusão, uma vez que outros problemas psiquiátricos costumam surgir ao longo da evolução do TDAH. Não é raro atendermos crianças e jovens ansiosos apresentando os mesmos sintomas do TDAH. Idem, para os transtornos depressivos. Como diagnosticar de modo correto? Nesse momento entra a importância do profissional ser experiente e minucioso, buscando fazer um bom diagnóstico diferencial dos transtornos emocionais. É sempre indicado o tratamento dos sintomas ansiosos e depressivos primeiro, para depois avaliarmos se é indicado o uso do metilfenidato - ritalina ou concerta. Igualmente para o transtorno bipolar, transtorno de conduta e outros. É importante que o profissional saiba usar o metilfenidato nas doses corretas. É muito comum vermos crianças submedicadas, com subdoses da ritalina ou concerta, e consequentemente, sem a melhora esperada dos sintomas. Doses que variam entre 0,6 a 0,9 mg/kg/dose são as mais indicadas. É imprescindível que a família receba orientações e todo o apoio de como ela deva proceder com a criação do seu filho dali pra frente. Daí, a Psicoeducação ser imprescindível. Dependendo da gravidade do quadro, da presença ou não de comorbidades, torna-se importante uma psicoterapia para o portador. Regras claras são fundamentais. Limites coerentes também. Prestar atenção para aqueles que ficam se desculpando em nome da doença. Não é por aí... Leitura de sites, blogs, artigos de fontes confiáveis é importante, fortalece a manutenção do tratamento. Trabalhar a questão da continuidade do tratamento, pois é comum que pacientes fazendo uso do metilfenidato com sucesso, interrompam o tratamento. Trabalhar a conscientização do paciente e de sua família é muito importante nesse sentido. Afinal, todos sabemos que se tratar não é tarefa fácil, ainda mais quando se trata de um problema crônico... Mas vale a pena todo o investimento no tratamento do TDAH, pois o TDAH não tratado ou não tratado de modo correto geralmente evolui para um quadro pleno ou até "residual" na vida adulta, atrapalhando as funções executivas, afetivas e sociais do sujeito, que não entende como ele pode ser tão criativo, inteligente, já ter feito tantas coisas na vida, e não ter conseguido nada, ou como aqueles que não conseguem fluir com o sucesso pessoal esperado. Valorizar os grupos de apoio a portadores e familiares também leva a um upgrade familiar, criando maiores condições de resiliência por parte da família e para o próprio portador. Lembrar que o TDAH NÃO É DOENÇA DE CRIANÇA E QUE ELE NÃO DESAPARECE NA JUVENTUDE. SIMPLESMENTE OS SINTOMAS, ATÉ ENTÃO EXTERNALIZANTES, SE INTERNALIZAM, DANDO UMA FALSA IMPRESSÃO DE QUE O PROBLEMA ACABOU. Sites como o da ABDA - Associação Brasileira de Déficit de Atenção é um site confiável e que deve ser lido. Acessem:



quarta-feira, 23 de julho de 2008

MEC elabora política para alunos com tr. de aprendizagem


IncentivoMEC vai elaborar política para alunos com distúrbios de aprendizagem26/06/2008 18h24
O MEC insitutui um grupo de trabalho para elaborar políticas direcionadas à educação de estudantes com distúrbios de aprendizagem. Essa equipe terá 120 dias para apresentar propostas de diretrizes que possam orientar os professores a atender melhor alunos com transtornos, como dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Segundo a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial. A ABD define dislexia como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração.
Em relação aos alunos com déficit de atenção, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda) explica que eles apresentam sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. A discalculia causa dificuldades com operações matemáticas. O estudante com disgrafia tem problemas para escrever letras e números e aqueles com disortografia podem fazem confusões com as sílabas e trocar letras que se parecem sonoramente.
Instituído pela Portaria nº 6, de 5 de junho de 2008, o grupo é formado por especialistas do MEC, universidades, associações de pais e alunos e entidades ligadas a transtornos funcionais.Fonte: MEC

domingo, 20 de julho de 2008

TDAH no adolescente e no adulto

TDAH NO ADOLESCENTE E NO ADULTO


Muito tem se falado atualmente sobre o TDAH e é grande o interesse, não só da sociedade, como de pesquisadores, médicos, psicólogos e educadores, devido aos prejuízos que sabidamente o transtorno de déficit de atenção costuma ocasionar na vida de seu portador, que na grande parte das vezes “desce”, literalmente, “o morro abaixo”, num “looping negativo”, do tipo “espiral decrescente”.
Não é à toa que, provavelmente, nenhum outro distúrbio tenha sido tão estudado nos últimos tempos quanto o TDAH, que atinge cerca de 5 a 10% % das crianças em idade escolar, causando grande impacto na infância, juventude e na idade adulta. Pesquisa criteriosa feita no Brasil pela equipe do Prof. Rhode, encontrou uma incidência de 5,8% nos nossos jovens de 12 a 14 anos. Os estudos mostram também que aproximadamente 60 a 70% das crianças com TDAH evoluirão com sintomas da doença na vida adulta, onde a prevalência mundial para essa faixa etária (adultos) gira em torno de 4%, número bastante expressivo, por sinal.
Uma pergunta emerge prontamente: onde estão os adolescentes e adultos portadores de TDAH? Infelizmente, a grande maioria deles nem sabe que tem o transtorno. Na verdade, a maioria nunca ouviu falar de TDAH. As pesquisas mostram que apenas uma pequena parcela dos nossos adolescentes e adulto recebe diagnóstico correto, algo em torno de 8%. Dos que recebem tratamento, a maioria ainda é submedicada.
Não é novidade em nenhum país do mundo, que o transtorno acomete de modo adverso a qualidade de vida, não só do portador, mas também de toda a família envolvida na situação, exigindo de todos um grande esforço para entender e lidar com os sintomas do transtorno. Não é fácil conviver com o indivíduo portador de TDAH e muito menos fácil é ser o próprio portador. Tanto, que entre portadores de TDAH, o número de divórcios beira quatro vezes mais, quando comparado à população geral. As brigas são constantes, as queixas inúmeras, a falta de dinheiro quase sempre é a regra. Tudo fica decepcionante, frustante e desanimador. Dentre as discórdias amorosas, são comuns as queixas de atrasos freqüentes, mudanças de plano sem aviso prévio, esquecimentos de datas importantes (aniversário de namoro ou de casamento), falta de atenção quando o/a parceiro/a está de roupa nova, quando o computador se torna mais importante que ela, da falta de autocontrole, etc.
Sabemos que o transtorno é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que associados ao prejuízo das funções executivas, característicos do TDAH, geralmente transformam a vida do portador em um verdadeiro caos, “às avessas”, não raro levando o indivíduo a querer fazer tudo e ao mesmo tempo, o que os deixa com muitas tarefas iniciadas e inacabadas, causando um grande sentimento de frustração, irritabilidade, impotência, entre outros.
S., 29 anos, dois de casada, trabalha como agente administrativa há oito meses em um órgãopúblico, após ter pedido demissão do emprego para ficar em casa estudando (o que levou mais de quatro anos) até passar em um concurso público. Nesses quatro “longos” anos, conta S., teve que enfrentar a cara feia do marido, que precisou fazer hora extra no trabalho três vezes por semana, para poder dar conta do aumento dos gastos na família. Segundo S., o marido não a compreende, é injusto e impaciente. Por sua vez, o marido se defende, dizendo que S. fez vários vestibulares, custou a se decidir qual profissão queria, só concluindo a faculdade após ter trancado outras duas que havia passado e iniciado, anteriormente. “- E agora, depois de tanto sacrifício para ter o diploma, eu acho que ela deveria trabalhar na sua profissão e ir estudando em paralelo”, desabafou ele, mostrando-se cansado da instabilidade da esposa e das brigas que cada vez eram mais constantes em casa. Ficou evidente que o esposo tinha as suas razões também. O problema maior é que S. só conseguiu passar para um concurso de 2º grau, onde o salário era muito pequeno. E S. estava muito insatisfeita, deprimida, irritada, chorando sem parar e dizendo que odiava aquele trabalho monótono e burocrático. S. foi me procurar no consultório para me pedir uma licença, pois há mais de três semanas que tem chegado atrasada e que está com o serviço todo por fazer. E como se não bastasse, “para completar”, disse que o marido estava frio e estranho há algum tempo e que ela achava que ele a estava traindo com outra mulher (muita lágrima & muito choro rolaram nas sessões de S.).
E é por caminhos íngremes e sinuosos assim que o portador do TDAH anda e tropeça. Tropeça e cai. Cai, se machuca e se fere, numa espiral decrescente de vida.
E as histórias se repetem, sempre trazendo à baila vidas que não fluem como poderiam, o potencial que não consegue ter sido aproveitado plenamente (apesar da inteligência) como deveria, a vida sem dinheiro apesar de já ter feito tanta coisa, o salário tão baixo, pra quem estudou tanto, e por aí vai.
Sabe, aquele/a adolescente que tranca a faculdade para fazer um intercâmbio e que volta sem vontade de retomar os estudos? Ou aquele rapaz/moça que pára os estudos e vai trabalhar como garçon/babá nos EUA e volta com uma atrás e outra na frente? Aquele/a adolescente que se forma, aos trancos e barrancos, mas diz que não gosta do que fez e que por isso não vai trabalhar na profissão? Aquele sujeito que interrompe os estudos, mesmo que pagando o preço de trabalhar duro em qualquer coisa, só pra calar a boca dos pais? O filho/a que trabalha pouco e ganha pouco e que nunca consegue o suficiente para se sustentar, vivendo anos e anos na casa dos pais? O/A adolescente que bebe/fuma em excesso desde nova? É claro que o TDAH não é o responsável por todos esses casos, e que nem todos os portadores de TDAH apresentam evoluções assim, mas fique atento! Sempre que um profissional atender casos semelhantes aos citados acima, é imperioso que se faça uma triagem para o TDAH. Porque é maios ou menos assim que muitos jovens e adultos poderão evoluir na vida. Lembrar que o TDAH é uma das condições que geram uma ou várias limitações na vida.
Nos dias de hoje, com milhares de pesquisas científicas feitas sobre o TDAH ao longo do mundo, fica inadmissível que um profissional deixe passar um portador de TDAH sem diagnóstico correto. Fique claro que o TDAH/DDA deixa seqüelas emocionais crônicas em seu portador, como sentimento de fracasso precoce, baixa auto-estima e autoconfiança, sentimento de humilhação, instabilidade, descrença de si próprio, autocomiseração, entre outros tantos.
Pensando nas crianças com TDAH, contribui para dificultar a vida delas o fato da vida fluir sob um ritmo tão acelerado e bem diferente do passado. As crianças modernas são “bombardeadas” por múltiplos estímulos e informações provenientes de veículos de comunicação como a televisão, o computador e a mídia em geral. Elas são superestimuladas a cumprirem uma agenda cheia e que exige um comportamento acelerado. Quando o ideal seria justo o contrário, ou seja, elas poderem desenvolver o autocontrole para executar uma tarefa de cada vez.
Outro fato relevante é que muitas crianças e adolescentes vivem confinados em apartamentos, são transportados por veículos (quase nunca andam a pé) e muitas escolas não possuem espaço livre para correr, pular, brincar e extravasar energia, tão importante para quem possui o transtorno. Portanto, eles encontram mais dificuldade para acompanhar as exigências de um mundo cada vez mais competitivo, tornando-se alvo de atenção dos pais e educadores e não raro, são cada vez mais considerados problemáticos e o pior, são rotulados de incompetentes, irresponsáveis, preguiçosos e tantos outros adjetivos negativos que fazem a auto-estima desabar de modo vertiginoso, surgindo desmotivação ou até mesmo depressão ou outro problema emocional ou psiquiátrico, ao que chamamos comorbidade.
A presença de comorbidades, no caso do TDAH, é a regra, e não a exceção. No TDAH, as comorbidades mais importantes são os transtornos de ansiedade, os transtornos do humor, o uso abusivo de álcool e ou drogas, os transtornos de conduta, a postura opositiva, os transtornos de aprendizado, os tiques, etc.
O TDAH é reconhecido oficialmente por todos os países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, seus portadores são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. O TDAH é um transtorno neurobiológico, fundamentalmente de causa genética, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.
Sabemos que pessoas que possuem o Transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade têm dificuldades em prestar atenção, controlar suas emoções e as atividades excessivas.

Existem três tipos de TDAH, o desatento, o hiperativo e o tipo combinado (desatento e hiperativo).
A falta de atenção sustentada é um problema. Por exemplo, a pessoa não mantém a atenção por muito tempo numa reunião, ao ler e ao escrever, parece que está no mundo da lua, se distrai com qualquer estímulo externo e não sabe de que ponto parou para reiniciar, e em conseqüência muda de atividade freqüentemente, deixando as coisas por terminar. Também perde muitos objetos por causa da sua desorganização.
A hiperatividade é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem de esperar sua vez numa fila ou de falar na sua hora, interrompendo conversas. Fala sem parar e mexe-se constantemente, apresenta problemas para dormir, é impaciente e irritável e parece que está sempre “a mil por hora”.
A impulsividade se traduz pela dificuldade em inibir comportamentos inadequados. Costuma-se falar e tomar atitudes sem pensar, o que muitas vezes cria problemas de relacionamento e até rejeição por parte das pessoas. Primeiro agem, para depois refletirem. Sofrem muito mais acidentes de carro e costumam dirigir perigosamente, em alta velocidade, além de apresentar mais problemas no trabalho e não gostarem de se submeter a regras e rotinas.
É bom lembrar que tais comportamentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou seja, que sintomas isolados não fazem o diagnóstico do TDAH. Só quando os sintomas estão presentes de forma exagerada e prejudicial em vários setores da vida (escolar, familiar e social) é que pode-se pensar na possibilidade de TDAH.
Quem nunca viu uma criança super agitada que não pára quieta, com uma energia ilimitada e que age sempre sem pensar? Seu comportamento é impulsivo e desafiador, ela se arrisca constantemente criando muitos problemas por onde passa. Não respeita as regras e não consegue esperar por recompensas. E aquela criança que é desatenta, sonhadora, que não consegue arrumar seus pertences, parece que não ouve quando se fala com ela, também é impopular, pouco motivada, retraída e com dificuldades no aprendizado? Essas e outras podem ser situações bastante comuns no mundo do TDAH da criança.
É crucial que programas informativos sejam elaborados para os pais, familiares e Educadores, para que o diagnóstico seja feito ainda na infância, pois caso contrário, mais jovens padecerão dos sintomas do transtorno e conseqüentemente, mais e mais adultos também.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dra Evelyn fará palestra no colégio MV1 em São Gonçalo

Evelyn fará palestra no colégio MV1 em São Gonçalo, Niterói, no dia 13 de agosto desse ano, quarta-feira, às 19 hs, sobre o TDAH ou transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, para pais, professores e coordenadores da instituição de ensino, outras escolas parceiras irão participar do evento.