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domingo, 2 de maio de 2010

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CONFERÊNCIA DA LIGA MUNDIAL EUROPÉIA SOBRE TDAH

A Dra Evelyn Vinocur estará presente na CONFERÊNCIA DA LIGA MUNDIAL EUROPÉIA SOBRE TRANSTORNOS HIPERCINÉTICOS,
de 26-28 de Maio de 2010, Amsterdam, Holanda.

SOBRE O EVENTO:
O TDAH ou Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma área de inúmeras pesquisas em ciência básica em todo o mundo. O objetivo das pesquisas científicas é a melhor compreensão da natureza do TDAH a fim de estimular inovações terapêuticas. Busca-se promover o intercâmbio de idéias e dados para facilitar a colaboração entre cientistas e clínicos que trabalham na área de TDAH, para melhora do atendimento aos pacientes e suas famílias.

Os membros da Rede Européia de Transtornos Hipercinéticos (Eunethydis) desenvolveram Guidelines e anseiam em mostrar como essas diretrizes podem ser aplicadas na prática, enquanto outras foram envolvidas no processo de reformulação da taxonomia clínica atual, pelo Comitê do DSM-V
.
Emocionantes resultados serão apresentados e focarão no papel dos fatores genéticos e ambientais, desenvolvimentos recentes no campo da neurociência do TDAH com base em estudos de neuroimagem, para novas abordagens para diagnóstico e tratamento. Novas descobertas sobre a relação clínica do TDAH com o TOD - Transtorno de Conduta, Transtornos Emocionais e Dificuldades de Aprendizagem serão apresentados.

COMITÊ CIENTÍFICO:
Prof. Joseph Sergeant, Eunethydis and Scientific Committee Chairman / The Netherlands
Prof. Tobias Banaschewski / Germany
Dr. David Coghill / UK
Prof. Edmund Sonuga-Barke / UK / Belgium
Prof. Eric Taylor / UK
Prof. Alessandro Zuddas / Italy

Conference venue: Vrije Universiteit Amsterdam
Hoofdgebouw VU, De Boelelaan 1105, 1081 HV Amsterdam University

terça-feira, 20 de abril de 2010




GRUPO DE APOIO AO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA

no Rio de Janeiro,
para pais, portadores e profissionais das áreas de Saúde e Educação.
DIA: 04 de MAIO de 2010 (terça-feira)

HORA: 19:00 horas

LOCAL: Av 28 de Setembro, 389 - Sétimo Andar - Auditório. Ed. Vila Trade Center -
Vila Isabel - Rio de Janeiro

PALESTRANTE: Dra. Clisânger Ferreira Gonçalves,Procuradora de Justiça Titular da 12a Vara da Infância e Adolescência.

TEMA: O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Ato Infracional.

Ao final, será servido um lanche e sortearemos o livro do Prof. Paulo Mattos, No Mundo da Lua.

O Grupo é coordenado pela Evelyn Vinocur - Neuropsiquiatra de crianças, adolescentes e adultos e especialista em TDAH.

A sua presença é importante para nós!
Para mais informações:
21 2576-5198
Abs
Evelyn Vinocur

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Você está em: Hotnews
PONTO DE ENCONTRO SOBRE O TDAH
A psicoterapeuta Evelyn Vinocur realizará no dia 08 de dezembro, às 17 horas, um grupo de apoio ao TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O evento contará com o sorteio do livro "No mundo da Lua" ou "Levados da Breca", ambos falando sobre o TDAH.Os participantes se focarão na leitura de obras que esclarecem a doença e poderão relaxar com os lanches que serão servidos.A especialista esclarece que se trata de uma ocasião muito especial em que é possível compartilhar experiências e aprendizado. Afinal, todo trabalho em grupo enriquece muito, trazendo conforto e soluções para todos os participantes.Os encontros são mensais e quem já tiver um compromisso marcado para a data poderá participar em outra ocasião.Local: Av. 28 de setembro nº 389 no 7º andar, auditório Vila Isabel Telefone: (21) 2576-5198 ou (21) 7811-1694 Para saber mais, acesse:
http://www.evelynvinocur.com.br/
http://newsletter.minhavida.com.br/site/

sábado, 8 de novembro de 2008

AONDE EU BOTEI MEU ÓCULOS??


Fiquei observando a minha cliente. Ela estava irritada, sem graça, começou a revirar a bolsa toda e foi tirando coisas lá de dentro e foi tirando e foi tirando... até que - UFA! Ela achou a cadernetinha de anotações onde ela escrevia todas as suas dúvidas para me falar durante a consulta. Ela dizia que a mente dela dava brancos, que ela sempre se esquecia de tudo e que por isso ela escrevia tudo. Mas infelizmente, logo em seguida, mais uma vez, ela queria achar alguma coisa e não achava... era a vez do óculos. Sem óculos ela não enxergava nada. Ela foi ficando muito irritada porque não achava o óculos, e chorou que nem criança querendo uma bala. O óculos estava na cabeça dela. Eu fiquei imóvel, vendo todo aquele sofrimento. Quando eu lhe disse que seu óculos estava em sua própria cabeça, ela chorou mais ainda, de alívio e de sofrimento, e de vergonha e humilhação. Deixou a cadernetinha no braço do sofá ao lado onde ela estava sentada e passou a falar de sua vida, que desde sempre ela foi assim, cabeça de vento, cabeça oca, cabeça de abóbora, maluca, etc. E o pior de tudo é que ela passava muitos vexames na frente dos colegas, pois até a professora se irritava com ela. Seus lápis, de tanto cair no chão, não tinham ponta, as canetas mordidas, os cadernos todos desenhados com florezinhas e um monte de manchas roxas pelo corpo, porque estabanada que nem era, batia e se machucava toda hora. Chegava atrasada a todos os compromissos, saía sempre atrasada de casa, sempre aos berros querendo saber aonde tinha deixado alguma coisa. Ela cresceu assim. Entre risos e lágrimas, entre sonhos e fracassos. Era desacreditada por todos, já tinha pego a fama de maluquinha. Foi muito difícil tratar essa paciente. Ela não conseguia ouvir. Não entendia o que eu falava. No ASRS-18, um questionário de DDA e TDAH para adolescentes e adultos, ela preencheu todos os critérios da parte de desatenção e quase todos da parte de hiperatividade e impulsividade. Na história familiar, ela me disse que a mãe era desastrada que nem ela, que gostava de fazer piadas e que não conseguia botar ordem na casa. De tanta bagunça, o pai foi embora de casa. E foi o pai que mandou a minha paciente me procurar. Porque ela mesma, de tão desatenta que era, nem se tocou que ela poderia ter um transtorno ou um problema que tivesse tratamento. Chamei o pai e expliquei a ele tudo sobre o DDA/TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Ele ficou perplexo: - Eu sabia que elas (a ex-mulher e a filha) tinham alguma coisa, que aquilo não podia ser normal !!! mas a minha paciente não gostou de receber esse diagnóstico e ficou repetindo que não tinha problema mental nenhum. E só aceitou fazer uma terapia. Remédio, nem pensar !! cheguei a fazer uma tentativa, chamei a mãe e foi uma tragédia. A mãe era agitada, dispersa, trabalho não conseguiu me ouvir e saiu dizendo que a filha era aquilo mesmo, que era mal de família... todo o meu discurso, toda a minha “psicoeducação”, tudo o que eu falei, sumiu dentro de suas mentes desatentas, inquietas e impulsivas. Hoje, quatro meses depois, a minha paciente está começando a perceber quantas coisas ela faz e fala por impulso, sem pensar e nas tantas perdas que já sofreu por conta disso... hoje, também, ela já consegue ouvir, já aceitou ler alguns folders que eu lhe dei, já acessa alguns sites e já não se irrita quando eu falo no TDAH. Hoje ela já sabe que existe um remédio super eficaz para aliviar todo aquele sofrimento. E que ela pode ficar diferente de sua mãe, mais calma, menos impulsiva, mais atenta. Hoje, ao sair da consulta, deixou o celular, que havia caído do seu colo, na poltrona. Depois voltou pra pegar e disse pra mim: “é, eu acho que eu tenho TDAH mesmo...” e foi embora pensativa.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Palestras sobre DDA/TDAH no dia 10/11/2008 as 8hs e 13hs no Instituto Benjamin Constant


PALESTRAS: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE, TDAH/DDA
DATA: 10 DE NOVEMBRO DE 2008
PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, COORDENADORES, PAIS E ALUNOS
LOCAL: INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
HORÁRIO: 8HS PARA PROFESSORES E COORDENADORES
13HS P/ PAIS E ALUNOS
ENDEREÇO: AV. PASTER 350 - URCA
PALESTRANTE - EVELYN VINOCUR

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

DRA. EVELYN VINOCUR MINISTRARÁ PALESTRA SOBRE DDA/TDHA NO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT

Dra. Evelyn Vinocur na próxima segunda-feira dia 11 DE NOVEMBRO DE 2008, ministrará duas palestra sobre o TDAH/DDA, uma as 8hs da manha para coordenadores e professores. A segunda palestra será as 13hs no mesmo local para pais e amigos do DDA/TDAH.
Local: INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT - URCA - RJ.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

GRUPO DE APOIO A PORTADORES DE TDAH E SEUS FAMILIARES, A SUA PRESENÇA É SUPER IMPORTANTE!




GRUPO DE APOIO DE TDAH (mensal)
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

EM VILA ISABEL (sem custos)
APOIO:
AMETA - ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS DA TIJUCA E ADJACÊNCIAS

JANSSEN-CILAG LABORATÓRIO

NOVARTIS LABORATÓRIO


COMPAREÇA E LEVE SEUS FAMILIARES !


Dra. Evelyn Vinocur - psiquiatra/pediatra
Rita Tavares - Psicóloga


DIA 1 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA, AS 18 HORAS.

ENDEREÇO: AV. 28 DE SETEMBRO 389 - 7o andar - AUDITÓRIO.

CONFIRME A SUA PRESENÇA PELO EMAIL:

evelynvin@hotmail.com
OU P/ TELEFONES (CASO NÃO POSSA ATENDER, FAVOR DEIXAR RECADO COM NOME E TELEFONE NA CAIXA POSTAL)


(O21) 9989-5798

(021) 2576-5198


FALAREMOS SOBRE O TDAH E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
AQUI, VOCÊ PODE TIRAR TODAS AS SUAS DÚVIDAS
TRAGA SEUS FAMILIARES
A INFORMAÇÃO E O SABER SÃO FUNDAMENTAIS PARA O SUCESSO DO TRATAMENTO

DISTRIBUIREMOS FOLHETOS EXPLICATIVOS SOBRE O TDAH

DISPONIBILIZAREMOS BIBLIOGRAFIA ESPECIALIZADA

LINKS ESPECIALIZADOS


FAZEMOS PALESTRAS NAS ESCOLAS
ORIENTAMOS COMO A FAMÍLIA DEVE PROCEDER EM CASA
ORIENTAMOS PROFESSORES NO MENEJO DO TRANSTORNO EM SALA DE AULA
NOSSO GRUPOS SÃO MENSAIS
A SUA PRESENÇA É SUPER IMPORTANTE!!


evelyn vinocur

domingo, 20 de julho de 2008

TDAH no adolescente e no adulto

TDAH NO ADOLESCENTE E NO ADULTO


Muito tem se falado atualmente sobre o TDAH e é grande o interesse, não só da sociedade, como de pesquisadores, médicos, psicólogos e educadores, devido aos prejuízos que sabidamente o transtorno de déficit de atenção costuma ocasionar na vida de seu portador, que na grande parte das vezes “desce”, literalmente, “o morro abaixo”, num “looping negativo”, do tipo “espiral decrescente”.
Não é à toa que, provavelmente, nenhum outro distúrbio tenha sido tão estudado nos últimos tempos quanto o TDAH, que atinge cerca de 5 a 10% % das crianças em idade escolar, causando grande impacto na infância, juventude e na idade adulta. Pesquisa criteriosa feita no Brasil pela equipe do Prof. Rhode, encontrou uma incidência de 5,8% nos nossos jovens de 12 a 14 anos. Os estudos mostram também que aproximadamente 60 a 70% das crianças com TDAH evoluirão com sintomas da doença na vida adulta, onde a prevalência mundial para essa faixa etária (adultos) gira em torno de 4%, número bastante expressivo, por sinal.
Uma pergunta emerge prontamente: onde estão os adolescentes e adultos portadores de TDAH? Infelizmente, a grande maioria deles nem sabe que tem o transtorno. Na verdade, a maioria nunca ouviu falar de TDAH. As pesquisas mostram que apenas uma pequena parcela dos nossos adolescentes e adulto recebe diagnóstico correto, algo em torno de 8%. Dos que recebem tratamento, a maioria ainda é submedicada.
Não é novidade em nenhum país do mundo, que o transtorno acomete de modo adverso a qualidade de vida, não só do portador, mas também de toda a família envolvida na situação, exigindo de todos um grande esforço para entender e lidar com os sintomas do transtorno. Não é fácil conviver com o indivíduo portador de TDAH e muito menos fácil é ser o próprio portador. Tanto, que entre portadores de TDAH, o número de divórcios beira quatro vezes mais, quando comparado à população geral. As brigas são constantes, as queixas inúmeras, a falta de dinheiro quase sempre é a regra. Tudo fica decepcionante, frustante e desanimador. Dentre as discórdias amorosas, são comuns as queixas de atrasos freqüentes, mudanças de plano sem aviso prévio, esquecimentos de datas importantes (aniversário de namoro ou de casamento), falta de atenção quando o/a parceiro/a está de roupa nova, quando o computador se torna mais importante que ela, da falta de autocontrole, etc.
Sabemos que o transtorno é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que associados ao prejuízo das funções executivas, característicos do TDAH, geralmente transformam a vida do portador em um verdadeiro caos, “às avessas”, não raro levando o indivíduo a querer fazer tudo e ao mesmo tempo, o que os deixa com muitas tarefas iniciadas e inacabadas, causando um grande sentimento de frustração, irritabilidade, impotência, entre outros.
S., 29 anos, dois de casada, trabalha como agente administrativa há oito meses em um órgãopúblico, após ter pedido demissão do emprego para ficar em casa estudando (o que levou mais de quatro anos) até passar em um concurso público. Nesses quatro “longos” anos, conta S., teve que enfrentar a cara feia do marido, que precisou fazer hora extra no trabalho três vezes por semana, para poder dar conta do aumento dos gastos na família. Segundo S., o marido não a compreende, é injusto e impaciente. Por sua vez, o marido se defende, dizendo que S. fez vários vestibulares, custou a se decidir qual profissão queria, só concluindo a faculdade após ter trancado outras duas que havia passado e iniciado, anteriormente. “- E agora, depois de tanto sacrifício para ter o diploma, eu acho que ela deveria trabalhar na sua profissão e ir estudando em paralelo”, desabafou ele, mostrando-se cansado da instabilidade da esposa e das brigas que cada vez eram mais constantes em casa. Ficou evidente que o esposo tinha as suas razões também. O problema maior é que S. só conseguiu passar para um concurso de 2º grau, onde o salário era muito pequeno. E S. estava muito insatisfeita, deprimida, irritada, chorando sem parar e dizendo que odiava aquele trabalho monótono e burocrático. S. foi me procurar no consultório para me pedir uma licença, pois há mais de três semanas que tem chegado atrasada e que está com o serviço todo por fazer. E como se não bastasse, “para completar”, disse que o marido estava frio e estranho há algum tempo e que ela achava que ele a estava traindo com outra mulher (muita lágrima & muito choro rolaram nas sessões de S.).
E é por caminhos íngremes e sinuosos assim que o portador do TDAH anda e tropeça. Tropeça e cai. Cai, se machuca e se fere, numa espiral decrescente de vida.
E as histórias se repetem, sempre trazendo à baila vidas que não fluem como poderiam, o potencial que não consegue ter sido aproveitado plenamente (apesar da inteligência) como deveria, a vida sem dinheiro apesar de já ter feito tanta coisa, o salário tão baixo, pra quem estudou tanto, e por aí vai.
Sabe, aquele/a adolescente que tranca a faculdade para fazer um intercâmbio e que volta sem vontade de retomar os estudos? Ou aquele rapaz/moça que pára os estudos e vai trabalhar como garçon/babá nos EUA e volta com uma atrás e outra na frente? Aquele/a adolescente que se forma, aos trancos e barrancos, mas diz que não gosta do que fez e que por isso não vai trabalhar na profissão? Aquele sujeito que interrompe os estudos, mesmo que pagando o preço de trabalhar duro em qualquer coisa, só pra calar a boca dos pais? O filho/a que trabalha pouco e ganha pouco e que nunca consegue o suficiente para se sustentar, vivendo anos e anos na casa dos pais? O/A adolescente que bebe/fuma em excesso desde nova? É claro que o TDAH não é o responsável por todos esses casos, e que nem todos os portadores de TDAH apresentam evoluções assim, mas fique atento! Sempre que um profissional atender casos semelhantes aos citados acima, é imperioso que se faça uma triagem para o TDAH. Porque é maios ou menos assim que muitos jovens e adultos poderão evoluir na vida. Lembrar que o TDAH é uma das condições que geram uma ou várias limitações na vida.
Nos dias de hoje, com milhares de pesquisas científicas feitas sobre o TDAH ao longo do mundo, fica inadmissível que um profissional deixe passar um portador de TDAH sem diagnóstico correto. Fique claro que o TDAH/DDA deixa seqüelas emocionais crônicas em seu portador, como sentimento de fracasso precoce, baixa auto-estima e autoconfiança, sentimento de humilhação, instabilidade, descrença de si próprio, autocomiseração, entre outros tantos.
Pensando nas crianças com TDAH, contribui para dificultar a vida delas o fato da vida fluir sob um ritmo tão acelerado e bem diferente do passado. As crianças modernas são “bombardeadas” por múltiplos estímulos e informações provenientes de veículos de comunicação como a televisão, o computador e a mídia em geral. Elas são superestimuladas a cumprirem uma agenda cheia e que exige um comportamento acelerado. Quando o ideal seria justo o contrário, ou seja, elas poderem desenvolver o autocontrole para executar uma tarefa de cada vez.
Outro fato relevante é que muitas crianças e adolescentes vivem confinados em apartamentos, são transportados por veículos (quase nunca andam a pé) e muitas escolas não possuem espaço livre para correr, pular, brincar e extravasar energia, tão importante para quem possui o transtorno. Portanto, eles encontram mais dificuldade para acompanhar as exigências de um mundo cada vez mais competitivo, tornando-se alvo de atenção dos pais e educadores e não raro, são cada vez mais considerados problemáticos e o pior, são rotulados de incompetentes, irresponsáveis, preguiçosos e tantos outros adjetivos negativos que fazem a auto-estima desabar de modo vertiginoso, surgindo desmotivação ou até mesmo depressão ou outro problema emocional ou psiquiátrico, ao que chamamos comorbidade.
A presença de comorbidades, no caso do TDAH, é a regra, e não a exceção. No TDAH, as comorbidades mais importantes são os transtornos de ansiedade, os transtornos do humor, o uso abusivo de álcool e ou drogas, os transtornos de conduta, a postura opositiva, os transtornos de aprendizado, os tiques, etc.
O TDAH é reconhecido oficialmente por todos os países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, seus portadores são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. O TDAH é um transtorno neurobiológico, fundamentalmente de causa genética, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.
Sabemos que pessoas que possuem o Transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade têm dificuldades em prestar atenção, controlar suas emoções e as atividades excessivas.

Existem três tipos de TDAH, o desatento, o hiperativo e o tipo combinado (desatento e hiperativo).
A falta de atenção sustentada é um problema. Por exemplo, a pessoa não mantém a atenção por muito tempo numa reunião, ao ler e ao escrever, parece que está no mundo da lua, se distrai com qualquer estímulo externo e não sabe de que ponto parou para reiniciar, e em conseqüência muda de atividade freqüentemente, deixando as coisas por terminar. Também perde muitos objetos por causa da sua desorganização.
A hiperatividade é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem de esperar sua vez numa fila ou de falar na sua hora, interrompendo conversas. Fala sem parar e mexe-se constantemente, apresenta problemas para dormir, é impaciente e irritável e parece que está sempre “a mil por hora”.
A impulsividade se traduz pela dificuldade em inibir comportamentos inadequados. Costuma-se falar e tomar atitudes sem pensar, o que muitas vezes cria problemas de relacionamento e até rejeição por parte das pessoas. Primeiro agem, para depois refletirem. Sofrem muito mais acidentes de carro e costumam dirigir perigosamente, em alta velocidade, além de apresentar mais problemas no trabalho e não gostarem de se submeter a regras e rotinas.
É bom lembrar que tais comportamentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou seja, que sintomas isolados não fazem o diagnóstico do TDAH. Só quando os sintomas estão presentes de forma exagerada e prejudicial em vários setores da vida (escolar, familiar e social) é que pode-se pensar na possibilidade de TDAH.
Quem nunca viu uma criança super agitada que não pára quieta, com uma energia ilimitada e que age sempre sem pensar? Seu comportamento é impulsivo e desafiador, ela se arrisca constantemente criando muitos problemas por onde passa. Não respeita as regras e não consegue esperar por recompensas. E aquela criança que é desatenta, sonhadora, que não consegue arrumar seus pertences, parece que não ouve quando se fala com ela, também é impopular, pouco motivada, retraída e com dificuldades no aprendizado? Essas e outras podem ser situações bastante comuns no mundo do TDAH da criança.
É crucial que programas informativos sejam elaborados para os pais, familiares e Educadores, para que o diagnóstico seja feito ainda na infância, pois caso contrário, mais jovens padecerão dos sintomas do transtorno e conseqüentemente, mais e mais adultos também.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dra Evelyn fará palestra no colégio MV1 em São Gonçalo

Evelyn fará palestra no colégio MV1 em São Gonçalo, Niterói, no dia 13 de agosto desse ano, quarta-feira, às 19 hs, sobre o TDAH ou transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, para pais, professores e coordenadores da instituição de ensino, outras escolas parceiras irão participar do evento.