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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Atividade mental altera mecanismos biológicos do cérebro




12/02/2009
Atividade mental altera mecanismos biológicos do cérebro


Redação do Diário da Saúde

Dr. Torkel Klingberg, que coordenou a pesquisa que demonstra que a mente também altera o cérebro em termos biológicos


Mente altera cérebro
Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, demonstraram pela primeira vez que o treinamento ativo da memória de trabalho resulta em alterações visíveis no número de receptores de dopamina no cérebro humano.
O estudo, publicado na revista Science, foi feito com o auxílio de imagens captadas por Tomografia por Emissão de Pósitrons, uma técnica utilizada em medicina nuclear capaz de revelar as complexas interconexões entre a cognição e a estrutura biológica do cérebro.
"Não é apenas a bioquímica do cérebro que serve de base para nossa atividade mental; nossa atividade mental e nossos processos de pensamento também podem afetar a bioquímica," diz o professor Torkel Klingberg, que coordenou o estudo. "Isto não havia sido demonstrado em humanos antes, e abre uma enxurrada de questões fascinantes."
Funcionamento da memória
O neurotransmissor dopamina desempenha um papel fundamental em muitas das funções cerebrais. Interrupções no sistema de dopamina pode prejudicar o funcionamento da memória de trabalho, tornando muito mais difícil para se lembrar de informações por um período curto de tempo, como quando se está tentando resolver um problema.
Já se comprovou que uma memória de trabalho deficiente é um importante fator no surgimento de problemas cognitivos em doenças como a esquizofrenia e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (ADHD).
O professor Klingberg e seus colegas já haviam demonstrado anteriormente que a memória de trabalho pode ser melhorada com algumas poucas semanas de treinamento intensivo.
Treinamento ativa o cérebro
Agora, em uma colaboração com o Instituto de Cérebro de Estocolmo, os pesquisadores deram um passo adiante. Ao monitorar o cérebro usando a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET Scan) eles confirmaram que o treinamento intensivo do cérebro leva a alterações no número de receptores D1 de dopamina no córtex cerebral.
A Tomografia por Emissão de Pósitrons é uma técnica de imageamento médico baseada no decaimento de isótopos radioativos que é capaz de produzir imagens tridimensionais do movimento de substâncias sinalizadoras no interior de um organismo vivo.
Importância dos resultados
Os resultados terão importância significativa para o desenvolvimento de novos tratamentos para pacientes com deficiências de aprendizado, tais como aquelas relacionadas com o déficit de atenção e hiperatividade, derrames cerebrais, síndrome da fadiga crônica e mesmo as perdas cognitivas associadas ao envelhecimento.
"Somente as alterações no número de receptores de dopamina em uma pessoa não nos dão todas as chaves para explicar uma memória fraca," diz Lars Farde, outro pesquisador que participou do estudo. "Nós também temos que verificar se as diferenças poderiam ter sido causadas por uma falta de treinamento da memória ou por outros fatores ambientais. Talvez nós sejamos capazes de encontrar novos tratamentos, mais eficazes, que combinem medicações e treinamento cognitivo. Neste caso, nós estaremos em um território extremamente interessante," diz Farde.

10 dicas para você ser aprovado em provas e concursos públicos. Desenvolva a sua memória de longo prazo a favor do estudo.


10 dicas para você ser aprovado em provas e concursos públicos. Desenvolva a sua memória de longo prazo a favor do estudo.

1- Foque ativamente a atenção na matéria que você está estudando.
2- Estabeleça sessões regulares de estudo. Não se “empaturre” de conteúdos.
3- Estruture e organize a informação que você está estudando.
4- Use fórmulas mnemônicas.
5- Ensaie e treine a informação que você está estudando.
6- Relacione novas informações a temas que você já sabe.
7- Visualize conceitos para melhorar sua memória.
8- Ensine novos conceitos a outras pessoas.
9- Preste atenção redobrada a conteúdos mais difíceis.
10- Varie a sua rotina de estudo.

1- Focar ativamente a atenção no conteúdo que você que aprender é a dica. Assim, todas as informações importantes passam da sua memória de curto prazo para a de longo prazo. Procure locais sem agentes distratores.
2- As pesquisas mostram que o estudo através de algumas sessões te proporciona o tempo necessário que você vai precisar para processar adequadamente a informação. Alunos que estudam com regularidade a matéria, se lembram muito melhor dela o que os que estudam tudo em verdadeiras “maratonas”, em um só dia.
3- Os pesquisadores mostram que a informação é organizada em departamentos (clusters). Tente agrupar conceitos e termos similares e conteúdos que tenham relação entre si. Listar seus títulos também ajuda.
4- Irão te ajudar a lembrar informações ou segmentos específicos. Você pode associar um termo a ser lembrado com um item que você tenha familiaridade. Rima, música, anedota, imagem e novidades são algumas estratégias mnemônicas usadas com sucesso.
5- Para fixar a memória, você precisa decodificar o conteúdo do estudo dentro da sua memória de longo prazo. Os ensaios elaborados são a melhor maneira de você fazer isso. Assim: você lê a definição do termo-chave, estuda a definição do termo e depois leia uma descrição mais detalhada do significado do termo-chave. Após repetir esse processo algumas vezes, a sua memória vai ficar “tinindo”...
6- Quando você estiver estudando conteúdos não familiares, tire um tempo para pensar sobre como essa informação está relacionada a assuntos que você já conhece e sabe. Estabelecendo relações entre novas idéias e memórias previamente existentes, você pode aumentar dramaticamente a probabilidade de se lembrar de conteúdos recentemente estocados.
7- Preste atenção a fotos, esquemas, tabelas e gráficos no texto que você está estudando. Você pode criar as suas próprias visualizações mentais. Desenhe tabelas ou figuras nas margens de suas anotações e use canetas marca-textos de cores diferentes. Cada cor para um determinado conteúdo.
8- Ler textos em voz alta aumenta significativamente a memória para aquele conteúdo. Psicólogos e Educadores afirmam que ter alunos realmente gera o ensinamento de novos conceitos a outras pessoas e aumenta o entendimento e a memória. Pratique com amigos ou colegas de estudo.
9- Você já reparou como as vezes é bem mais fácil lembrar de informações que estão no início ou no final de um capítulo? Pesquisadores descobriram que a posição da informação pode fazer a diferença na memorização. É o que se chama de Efeito de posição em série. Enquanto se lembrar de conteúdos que estão no meio de um texto pode ser mais difícil, você pode superar esse problema através de ensaiar ou reestruturar essa parte mais difícil, fazendo com que ela se torne mais fácil de ser lembrada. Sempre que você se deparar com partes difíceis, devote um tempo extra para memorizar esse conteúdo.
10- Outra grande estratégia para alavancar a sua memória é mudar a sua rotina de estudo ocasionalmente. Mude o lugar de estudo, o período do dia, tente usar alguns minutos de cada manhã para fazer uma revisão da matéria que você estudou no dia anterior. Acrescentando uma novidade à sua sessão de estudo, você incrementa a eficácia de seu empenho de modo significativo, bem como a sua memória de longo prazo.
Torne-se um vencedor de seus próprios propósitos!
(de Learn how to learn).

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Família perdida, desgastada, culpada, insegura, ...

Foi uma consulta "pesada". O pai dava "dó", "suava em bicas", como se estivesse na cadeira do réu. A mãe estava transfigurada, sofrida, inconformada... o Juninho estava agitado, balançando a perna, impaciente por estar ali na consulta e toda hora dava "um fora" nos pais. Chorou, ficou confuso, e disse que não tinha "cabeça" pra ser médico, era muita matéria. Disse que quando ia ler aqueles livros grandes e grossos, de letras pequenas e a matéria muito técnica e difícil pra ele, que literalmente "brochava" e que nada mais restava a não ser fechar o livro e ir dormir. Ah, falou também que logo que entrou pra faculdade percebeu que não tinha pique. Na aula de anatomia, quis sair correndo, tantos nomes de nervos, veias, artérias, ah, que horro, ele disse, os nomes se embaralhavam na sua cabeça, e muitas imagens e pensamentos vinham à sua mente... e ele se perdia totalmente do conteúdo da aula.
Pedi pra falar com ele sozinho.
Ele disse que está se sentindo um m---, um nada, um verme, um idiota e burro. E que não aguentava mais ver a cara de pavor dos pais. Ele quer largar a faculdade e tentar um trabalho, pois assim, talvez calasse a boca dos pais... Cogitou sair de casa, não tem aguentado a pressão dentro de casa. Os avós estão preocupados, querendo comprar mais livros... mal sabiam os avós que ele nao havia lido nem uma página sequer daqueles monstros(=livros)!!
Junior falou que está com dor no peito, uma tristeza muito grande, vergonha, raiva de si mesmo e muita irritabilidade, não aguentava mais ouvir a voz dos pais, sua saída era dormir... Num outro momento disse que a cabeça está vazia, que ele está sem memória e sem nenhuma paciência com nada! Relatou várias vezes vontade de chutar o balde, de "zunir"...