Mostrando postagens com marcador depressão infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador depressão infantil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2009


Dra Evelyn Vinocur apresentou dois posteres sobre Transtorno Bipolar na infância e adolescência no Congresso da Abenepi.
A Dra Evelyn Vinocur participou do XX CONGRESSO DA ABENEPI, REALIZADO EM CAMPINAS ONDE APRESENTOU DOIS POSTERES SOBRE TRANSTORNO BIPOLAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA. O Congresso contou com a presença de cerca de 1500 psiquiatras da infância e adolescência e todos os temas foram abordados, com profissionais renomados na área.

Psiquiatras do Nordeste debatem neurociências
A cidade de Natal recebeu, de 4 a 6 de junho, a XIII Jornada Nordestina de Psiquiatria. O tema central do evento, que é organizado pela ABP em parceria com a Associação Norte-Riograndense de Psiquiatria (ANP), foi “Contribuições das Neurociências à Prática Clínica Psiquiátrica”.A presidente da federada, Myrna Maria Chaves, falou sobre as metas traçadas para a realização das atividades. “O tema da Jornada foi também o objetivo dos organizadores. Buscamos que o evento tivesse qualidade científica, para permitir a melhoria da prática clínica”, comentou.
Cerimônia de abertura foi realizada em auditório do hotel que abrigou o eventoPara o presidente da ABP, João Alberto Carvalho, os objetivos foram alcançados. “Apesar das grandes diferenças regionais, principalmente no âmbito econômico, a psiquiatria do Nordeste mantém suas qualidades científicas e institucionais, que ficam evidenciadas em oportunidades como essa”.Clínica e neurociênciasA programação científica teve atividades sobre temas variados e a participação de especialistas reconhecidos nacionalmente. Um dos principais destaques foi a conferência de abertura, apresentada pelo presidente da ABP, João Alberto Carvalho.Na apresentação, que teve como tema “As neurociências no contexto do mundo atual: contribuições e perspectivas”, ele falou sobre as falsas dicotomias que são relacionadas ao desenvolvimento científico. Segundo o especialista, os profissionais devem abandonar a ideia de que os avanços neurocientíficos podem excluir as questões emocionais na prática clínica em psiquiatria.As neurociências também foram tema de um curso que aconteceu na tarde do primeiro dia de evento. A atividade coordenada por Douglas Dogol Sucar, que também esteve à frente da Comissão Científica da Jornada, teve participação dos professores Márcio Tassino e Paulo Belmonte de Abreu.O evento abrigou outro curso, destinado a médicos do Programa Saúde da Família, sobre conceitos básicos da psiquiatria. As aulas foram divididas em dois módulos, nos quais foram apresentadas informações sobre transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, transtornos alimentares, esquizofrenia, demências e dependência química. O secretário regional da ABP, José Anchieta Maciel, foi um dos professores.Durante a Jornada, foi realizado o I Encontro dos Residentes de Psiquiatria do Nordeste, que teve participação do coordenador da Comissão de Residência Médica da ABP, Ibiracy Camargo, e da 2ª secretária da instituição, Rosa Garcia Lima.No total, a programação científica da XIII Jornada Nordestina de Psiquiatria teve 15 mesas-redondas, 4 conferências, 2 cursos e uma sessão de pôsteres. Além dos nomes já citados, a Jornada teve participação de especialistas como os diretores da ABP Luiz Alberto Hetem, João Carlos Dias e Helio Lauar e os professores Marco Antonio Brasil, Helena Calil, Juarez Oliveira Castro, Rubens Santos Silva, Manuela Garcia, Jane Lemos, Everton Sougey, José Alves Gurgel e João Dummar Filho. NewsLetter da ABP de 08 de junho de 2009Associação Brasileira de Psiquiatria

sábado, 11 de abril de 2009

TDAH - Neurobiologia da Hiperatividade e Atenção

De 4 décadas para cá, as hipóteses causais do TDAH foram desde causas singulares como fatores dietéticos e exposição ao chumbo até o que se pensa hoje do TDAH como um transtorno complexo, multifatorial e causado pela confluência de inúmeros fatores de risco como o genético, ambiental, psicossocial e biológico. Estudos de neuroimagem tem mostrado alterações patológicas tanto de cunho estrutural como funcional em circuitos fronto-subcorticais-cerebelares.
Muitas das discussões sobre o diagnóstico do TDAH se originam da dificuldade de se replicarem os resultados dos inúmeros estudos sobre as diferenças no funcionamento do cérebro entre os portadores de TDAH e os não-portadores.
Uma área recente de pesquisa tem focado alteração na transmissão dopaminérgica nos gânglios da base.
Este foco na transmissão dopaminérgica alterada baseia-se nos efeitos clínicos do metilfenidato e anfetamina, ambos psicoestimulantes e que aumentam a concentração endógena de dopamina na fenda sináptica pela inibição do transportador de dopamina (DAT). Suporte para esta hipótese é dada por estudos de MRI – ressonância magnética estrutural mostrando o volume cerebral em crianças com TDAH, incluindo o nucleo caudado e cortex pré-frontal direita, regiões receptoras dopaminérgicas da substância nigra e tegmento ventral no cérebro medial.
Hiperatividade motora é sintoma proemintente do TDAH. Estudos clínicos relatam de longa data a relação entre transmissão dopaminérgica e hiperatividade.
O psiquiatra Dr Martin Teicher, PhD da Universidade de Harvard, e sua equipe, mediram a atividade motora durante testes cognitivos em meninos com TDAH. Eles observaram que o grau de atividade motora poderia estar relacionada ao fluxo sanguíneo nos gânglios da base e cerebelo.
Dr Teicher e sua equipe desenvolveram um novo método de ressonância magnética, a T2 relaxometria, para acessar indiretamente o volume sanguíneo do estriado (caudado e putamen) de meninos de 6 a 12 anos em condições basais. As crianças completaram o teste computadorizado de vigilância enquanto um sistema com raio infravermelho capturava e salvava todos os movimentos dos meninos. Os achados serviram para se determinar se havia associação entre as medidas da relaxometria e a capacidade de inibição da atividade motora durante a realização de testes monótonos mas obrigatórios.
Meninos com TDAH tiveram medidas mais altas pela relaxometria no putamen bilateralmente do que o grupo controle. Observou-se estreita correlação com a capacidade da criança ficar parada sentada e seu rendimento ao cumprir um teste computadorizado de atenção.
Tratamento diário com metilfenidato mudou significativamente os resultados da relaxometria no putamen em crianças com TDAH. As alterações se mostratam relacionadas ao fato do metilfenidato estar ou não sendo usado.
O TDAH pode estar intimamente ligado a anormalidades funcionais no putamen, totalmente envolvido na regulação da atividade motora.
Dr Teicher examinou varias áreas cerebrais enquanto os sujeitos realizavam uma atividade básica visuo-motora de resposta. Foi observado o comportamento motor durante o teste. Além do putamen, foi estudado o caudado e o tálamo. O putamen mostrou intima relação com o comportamento motor, ao contrário do caudado e do tálamo. O metilfenidato produziu efeitos consideráveis sobre atividades de atenção e concentração. Ele também aumentou o tempo gasto imóvel em 126%.